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25 de Março de 2017 - 11:29
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23-03-2017 15:40:25
 
Só sobrou uma palavra. É a última. Adeus. Já não tenho mais, para ti já não tenho mais. Sou absolutamente muda. Tinhas frio e eu inventava o verão, medo e eu inventava coragem, sede e eu inventava água, estavas cansado e eu inventava umas asas para te levar céus afora. Preferiste o inverno, preferiste a cobardia, preferiste não beber em mim, preferiste ir a pé para tão longe. Querias o meu corpo e eu dava-te o   ler  ++  
 

 
06-03-2017 9:13:34
 
A barragem está magra, a barragem é quase só a pele e o osso, é um esqueleto de água enterrado no chão. A chuva não chega, a chuva é pouca, a terra que fica entre o céu e a barragem trava a água, ressequida, a terra bebe-a desalmadamente, quere-a toda para si, quere-a para as flores, quere-a para se vestir toda de verde, é com ela que a terra pinta as cores e desenha a primavera.   ler  ++  
 

 
28-02-2017 9:27:17
 
Pai, diz-me de que tamanho deve ser a minha autoestima, mostra-me a medida certa para o meu orgulho, não me deixes ter nem amor-próprio a menos nem presunção a mais. Achas tu que devo caminhar equidistante, devo caminhar independente, devo seguir uma linha que o bom senso e a educação e a nobreza de espírito traçaram, dizes-me que é a meio dos extremos, entre a inaceitável submissão e a pérfida altivez, que eu devo caminhar. E   ler  ++  
 

 
17-02-2017 12:05:49
 
Primeiro é uma borboleta, depois outra borboleta, depois outra e outra e mais outra, mil borboletas a baterem as asas inseguras e trémulas na minha barriga, um milhão de borboletas com o seu nome a voarem dentro de mim. O seu nome, basta o seu nome para a minha cara ficar vermelha, a minha cara arde por causa dos seus olhos de mil sóis. Há uma febre fria e quente, gelo e fogo ao mesmo tempo   ler  ++  
 

 
10-02-2017 9:56:20
 
Quando falta a luz, acende-se o silêncio. Principalmente se for de noite. Quando falta a luz de noite, as casas morrem de repente, as casas morrem de escuridão. O coração das casas é feito de luz. A luz imita o sol. As paredes ficam à espera que as mãos as percorram à procura dos fósforos. As paredes são os corrimões dos íngremes corredores feitos de escuro e os fósforos são pequenas bocas por onde os olhos   ler  ++  
 

 
03-02-2017 9:42:30
 
Não somos nós que dizemos as palavras, as palavras é que nos dizem. Elas mostram-nos pela boca, é pela boca que sai o que somos. A boca tem sempre sede de palavras. Quando estamos na presença de outros temos medo de nos sufocarmos de silêncio e é pelas palavras vagas e vãs que respiramos, é pelas palavras vazias que tentamos não morrer. Matamos o silêncio para nos fazermos ouvir, às vezes era bem melhor não matarmos   ler  ++  
 
 
 
 
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