José Filipe MurteiraNem o próprio Ilídio sonhava, mas a sua (curta e rica) carreira de ciclista começava aos 15 anos quando, para fugir ao duro trabalho do campo, pedalava diariamente, nos dois sentidos, os 17 quilómetros que separavam a sua terra natal, Santa Vitória, de Beja, onde ele aprenderá o ofício de mecânico auto, que o acompanhará ao longo da sua vida.
Com esses treinos diários e a sua natural aptidão física, não admira, por isso, que
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"Proposta:
Propomos que a Câmara Municipal como demonstração de interesse pelas classes trabalhadoras e querendo no dia de hoje, em que o Partido Socialista português festeja em todo o país o aniversário da sua organização, dar um testemunho que lhe merecem as justas reivindicações operárias, manifestadas por milhões de trabalhadores em todos os países da Europa, organize os serviços dos seus assalariados de forma a garantir-lhes as 8 horas de trabalho, sem prejuízo do bom desempenho dos
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No seguimento das eleições de 4 de novembro de 1917 para o poder local (3.º Governo de Afonso Costa), no início do novo ano, mais precisamente a 2 janeiro de 1918, tomam posse, nos paços do concelho de Beja, os novos corpos administrativos do município.
As eleições locais de finais de 1917 realizam-se em Beja num contexto de forte agitação social que tem como pano de fundo a carestia e a falta de géneros provocada pela guerra.
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No último dia do ano em que é proclamada a República surge, em Beja, o jornal socialista "O Operário", tendo como editor, proprietário e diretor, João Marcelino. Com uma periodicidade semanal, editado ao domingo, este jornal, porta-voz do operariado do distrito de Beja, mantém a sua publicação regular até ao seu último número (189), datado de 20 de setembro de 1914. Folheando os números do jornal do último mês de dezembro em que foi editado, ou
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