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Alentejo a nu e com condições de “excelência para o naturismo”
 
24-07-2015 9:55:30
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Viver nu. É esta a prática dos adeptos do naturismo que, por definição, “é uma forma de viver em harmonia com a natureza caraterizada pela prática de nudez social, com o propósito de favorecer a autoestima, o respeito pelos outros e pelo meio ambiente”. Garantem que estão livres de preconceitos, embora algumas vezes os sofram na pele. Há, no entanto, cada vez mais locais destinados à prática e foi no Alentejo que nasceu o primeiro parque do País para naturistas. Praias legalizadas, na região, há duas, sem contar as “de uso e costume”. E há ainda turismos rurais. Daí, não ser de estranhar, que o Alentejo seja, segundo a Federação Portuguesa de Naturismo, “um lugar de excelência para a prática”. Para viver nu.

Texto Bruna Soares Ilustração Susa Monteiro


Em comum têm o prazer de viverem nus. De dizer adeus ao vestuário. De tirar os sapatos, os chinelos, as sandálias. Uma forma de conforto, total. De viver em harmonia com a natureza e livres de preconceitos, garantem. É esta também uma maneira de favorecer a autoestima e o respeito pelos outros e ainda pelo meio ambiente. São os adeptos do naturismo.
“Que mais natural e agradável poderá existir que o prazer da liberdade corporal no contacto integral com a água, o ar e na exposição solar?”. Fica a pergunta da Federação Portuguesa de Naturismo (FPN) para reflexão. Mas antes vamos ao percurso do naturismo em Portugal.
Apareceu em Portugal há cerca de 90 anos, nomeadamente nas praias da Costa da Caparica. Acontece que com o advento do Estado Novo a prática entrou na clandestinidade. “Após 1974 o naturismo é relançado em Portugal”, explica ao “Diário do Alentejo” a Federação Portuguesa de Naturismo, que foi fundada em 1977. “Ao longo destes anos foram legalizadas oito praias naturistas, tendo ainda sido publicada a lei naturista em 1988, que foi atualizada em 2010”. 
Acontece, porém, que, para além dos espaços legalizados, existem cerca de uma centena de espaços identificados para a prática de naturismo e muitos deles, de acordo com a Federação Portuguesa de Naturismo, “de forma enraizada, tomando a designação de praias de uso e costume naturista”. “Ao longo destes anos foram ainda inaugurados diversos espaços comerciais em Portugal, muitos dos quais nos últimos anos. Em paralelo, as entidades filiadas na FPN organizam sessões de piscina e yoga naturista de forma regular”.
Foi no Alentejo, porém, que foi legalizado, no País, o primeiro parque naturista. “O Alentejo conta com o maior parque a nível nacional e com vários espaços de turismo rural”, adianta a federação. Mas há mais. É aqui, por exemplo, que está a Quinta do Maral, em Marvão, o Monte Barão, em Santiago do Cacém, e Somanutura, em Odemira, que, de acordo com a FPN, “são já referenciais na comunidade naturista”. Ou ainda O Vale de Milhanos, em Serpa. “Para além destes espaços, ainda todos aqueles que ficam perto de praias de prática naturista”, alerta a FPN. Que considera ainda que “mesmo as que não são naturistas podem aproveitar o turismo de naturismo como complemento às suas atividades, com especial destaque para os períodos fora da época alta, muito apreciados pelos turistas estrangeiros”. 
No Alentejo, ao nível de praias e barragens, segundo Paulo Garcia, do conselho executivo da FPN, “existem inúmeras possibilidade na paisagem alentejana, pois a nudez, por si, não é crime em Portugal, pelo que qualquer lugar recatado é um excelente espaço para a prática naturista em harmonia com a natureza”. 
Na verdade, a região conta com duas praias oficiais naturistas, a praia do Salto, em Porto Covo, no concelho de Sines, e a praia dos Alteirinhos, em Zambujeira do Mar, no concelho de Odemira. Soma, no entanto, ainda diversas praias de “uso e costume naturista”, das quais se destacam a zona norte da praia do Malhão, no concelho de Odemira que, na opinião da FPN, “seria uma excelente segunda praia oficial do concelho”; a praia da Comporta, no concelho de Grândola, “onde o naturismo se pratica há várias décadas”; e a praia do Monte Velho, em Santiago do Cacém, que “seria outra excelente praia oficial como complemento ao parque de campismo do concelho”. 
Segundo a FPN, “existe ainda no concelho de Marvão a possibilidade de legalização da primeira praia fluvial em Portugal”. E há ainda estudos a decorrer para que mais parques de campismo naturistas se instalem no Alentejo. 
Conclusão: “O Alentejo é um lugar de excelência para a prática do naturismo em Portugal”, assegura Paulo Garcia. Tanto que “o Alentejo e o Algarve são duas referências para a prática do naturismo e destinos de eleição de muitos portugueses e estrangeiros”. Sendo que a maior vantagem do Alentejo, no entender deste responsável da federação, “é a complementaridade do interior alentejano e toda a sua costa, uma identidade única associada à sua gastronomia e cultura”. A juntar a tudo isto encontra-se também, claro, o clima. “A escolha dos investidores naturistas pela região é bastante reveladora do potencial que tem para este nicho de mercado”, resume Paulo Garcia. 
No País, contudo, não existem estatísticas sobre o mercado naturista, mas, de acordo com a FPN, “olhando para o mercado europeu e mundial, pode afirmar-se que o naturismo tem vido a crescer, quer em utentes, quer em espaços naturistas e de forma sustentada”. Em termos turísticos, para Paulo Garcia, “tudo dependerá do trabalho a ser realizado na promoção do País enquanto destino naturista”. 
Nos últimos anos, de acordo com a federação, “nota-se um maior interesse por esta prática e avistam--se mais naturistas nas praias. O potencial para que esta prática cresça é elevado”. Nem tudo, porém, é tão positivo e a FPN recorda “a atual conjetura demográfica” e o “facto de muitos jovens estarem a emigrar, o que poderá, a prazo, comprometer este crescimento de naturistas portugueses”. Até porque, segundo estudos recentemente realizados, “são cada vez mais os adeptos do naturismo e 45 por cento dos utilizadores de espaços comerciais têm menos de 30 anos”. Portugal segue a tendência. “No País, nos últimos anos, verifica-se uma maior afluência de jovens”, indica a FPN. 
Quem pratica o naturismo defende que esta é uma comunidade onde impera o respeito pelo próprio e pelos outros, bem como um grande empenho e harmonia com a natureza. “Um estar onde a nudez social liberta muitas das barreiras que a vida diária e em sociedade nos impõem”. “No naturismo a aceitação do corpo e a possibilidade de viver o dia-a-dia num ambiente de nudez familiar e social possibilitam um grande sentimento de liberdade individual e de bem-estar difícil de alcançar noutras situações e vivências, onde a ditadura da moda, o preconceito e o medo de não-aceitação são fatores que, ao contrário do naturismo, estão presentes de forma permanente”, defende Paulo Garcia. 
E, na verdade, o preconceito existe. “Ainda é uma realidade, mas mais enraizado a norte do Tejo, onde ainda não foi possível legalizar qualquer praia naturista”, diz o membro do conselho executivo. E acrescenta: “Acreditamos que muitos preconceitos se devem ao desconhecimento desta filosofia de vida. Nas zonas onde estão localizadas áreas naturistas a sã convivência está presente e os espaços comerciais estão bem integrados nas comunidades locais”. 
Para a Federação Portuguesa de Naturismo, “uma maior difusão e divulgação, nomeadamente do que é o naturismo, das suas vantagens para o corpo e a mente e no seu contributo para a economia local, são fortes contributos para superar e eliminar toda e qualquer forma de preconceito”. 
Há ainda, então, um caminho a percorrer e novos trilhos a desbravar, que têm de assentar, segundo a FPN, em vertentes distintas: “Maior divulgação e promoção do naturismo a nível nacional (desenvolvimento a nível nacional promovendo o desenvolvimento do naturismo associativo, o desenvolvimento do turismo naturista interno e a legalização de praias a norte do Tejo e a otimização das praias no Alentejo e Algarve, construindo, desta forma, um roteiro de praias naturistas de Vila Real de Santo António a Caminha) e maior divulgação de Portugal como destino naturista, procurando colocar o País no roteiro naturista internacional”. Mas há mais. “Fomentar o investimento naturista, quer em espaços de turismo rural, quer em novos parques naturistas, e de preferência em articulação com as praias oficiais, e melhorar as condições e acessibilidades das praias naturistas”. 
“A nudez é um direito universal, elementar e fundamental, já que é nesse estado que nascemos e nele somos livres e iguais. De contrário, o uso de vestuário é que deve ser entendido como um direito à diferença que, aliás, respeitamos”, defendem os adeptos do naturismo. 









 
 
 
 
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