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Celina da Piedade
 
07-11-2014 16:47:53
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Responsável pelas “Tertúlias de Cante Alentejano”, na Casa do Alentejo

Em que consistem as “Tertúlias de Cante Alentejano”, na Casa do Alentejo?
As nossas tertúlias na Casa do Alentejo acontecem semanalmente às terças- -feiras, das 20 às 21 horas, e pretendem ser um encontro informal e de participação livre para cantar e aprender modas tradicionais. Há espaço para todos, sem restrições de idade, nacionalidade ou experiência vocal. Basta gostar da música do Alentejo, ou ter curiosidade em conhecê-la. Não se trata de um grupo coral, mas sim de um momento de descontração, em que o convívio é o mais importante, porque cantar faz--nos bem e faz-nos falta. Sentamo-nos em torno de modas, cantigas, por vezes até dançamos danças do Alentejo. Bebemos um chá, comemos um bolinho ou uma laranja. Por vezes ouvimos uma viola campaniça e cantamos com ela. Outras vezes descemos imaginariamente até à serra do Caldeirão e cantamos uma moda algarvia. Temos com frequência a participação de membros de grupos corais alentejanos, ou a visita de músicos ligados à música tradicional, e a partilha acontece sempre, aprende-se sempre algo de novo, o importante é celebrar o Alentejo e estarmos juntos, em torno dele. 

Quem costuma participar?
A tertúlia é de participação gratuita e livre, portanto o espaço está aberto a todos os que gostam do cante, ou que queiram conhecer melhor o património oral do Alentejo, ou simplesmente gostem de cantar em grupo. É só entrar e juntar-se aos que estão. Temos gente de todas as idades, mães e pais que trazem os filhos pequenos que também gostam de música, gente mais velha que conhece bem o Alentejo, outros que têm muita vontade de conhecer, e muitos jovens, movidos pela força que a música tradicional parece estar a ganhar. Aparecem com frequência estudantes estrangeiros, chegamos a ter turmas inteiras de alunos vindos de fora, e até turistas.

Como embarcou neste desafio na casa que é considerada a embaixada da região na capital?
A Casa do Alentejo é o símbolo desta região em Lisboa, e não poderia pensar num melhor local para organizar as tertúlias. Para além da sua localização central e de ser um espaço magnífico, bastante valorizado nos últimos anos pelas obras de restauro, a direção mostrou-se desde a primeira hora muito entusiasmada com a ideia, e logo a puseram em marcha, disponibilizando todo o apoio possível. Neste momento podemos dizer que as tertúlias já fazem parte da mobília da casa e que são muito acarinhadas por quem lá passa. 
Bruna Soares

 
 
 
 
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