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Nascem 240 agricultores ao mês
 
03-01-2013 14:32:37
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Francisco Grilo Batista Vila Verde de Ficalho


Estas palavras são da autoria da atual ministra da Agricultura, valendo aquilo que valem, devo alertar a ministra de que se não acelerar este ritmo vai precisar de cerca de 70 anos para colocar no terreno 200 mil novos agricultores nascidos das suas sábias decisões; com todos os prós e os contras desta medida e se a situação da agricultura não fosse tão dramática, o mínimo que se poderia dizer desta medida, é que ela seria um pouco mais que ridícula, o caminho da agricultura portuguesa se ainda formos a tempo terá de ser outro.
Valendo o que valem aquelas palavras, elas são no entanto mais do que elucidativas para avaliar o estado de incompetência de quem não percebe patavina do cargo que ocupa e exerce; ou melhor dizendo saberá muito bem exercê-lo, disponibilizando todos os meios ao seu alcance sempre a favor dos que mais têm, ou seja, os ricos.
É claro que estou a falar particularmente do Alentejo, daí que melhor seria que a ministra da Agricultura, em vez de dedicar o seu tempo a plantar uns pinheiritos, com a televisão atrás de si para tirar a fotografia para a posteridade, se dedicasse com empenho e seriedade a dar uma volta por estes campos do Alentejo e por estas aldeias alentejanas para poder observar o que resta de um Alentejo e de um povo que no seguimento das conquistas de Abril, soube eliminar o desemprego criando riqueza e com alegria, e vontade de viver soube dar vida e sentido aos campos. Venha agora senhora ministra não para plantar pinheiros ou eucaliptos (porque sabemos que o faz por pura demagogia), mas venha também para falar com o que resta dos pequenos e médios agricultores velhos, doentes e falidos, mas que teimosamente ainda insistem em produzir azeitona ou criar ovelhas para juntar mais uns escassos patacos às suas miseráveis reformas. Venha ouvi-los, eles não comem ninguém, ou então venha fazer uma visitinha às grandes herdades que ficaram fora da zona de influência da barragem do Alqueva para ver com os seus próprios olhos o estado em que se encontram. E antes de tomar as medidas mais ou menos repressivas contra os pequenos e médios agricultores que se ouvem por portas e travessas que vão no sentido de os penalizar por não poderem tratar das suas parcelas, pense em primeiro lugar nas grandes herdades que na maioria dos casos produzem apenas pasto, vacas, cavalos, veados e caça. Nestas condições os seus 240 agricultores fabricados ao mês nem chegariam para as encomendas.
Seguindo por estes velhos tenebrosos e silenciosos caminhos, onde até temos medo da nossa sombra, deitemos uma breve olhadela para o interior desse outro Alentejo, que pula e se agita à volta das margens longas e apetitosas da barragem do Alqueva; aí desde há anos que estamos assistindo à plantação desenfreada e que ninguém controla de milhares e milhares de hectares dessa floresta verde a que chamam olivais intensivos ou super intensivos, que mais não são do que potentados agrícolas – tipo colonatos – onde impera apenas a lei do lucro e ondem nem as rolas nem as perdizes têm o direito de entrar, isto para não falar do bicho homem (…).

 
 
 
 
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