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13
 
03-01-2013 14:24:51
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Paulo Barriga


E cá estamos, com o pezinho trémulo, a entrar no décimo terceiro ano do milénio. E os tremeliques não nos vêm propriamente da superstição ou da crendice a que o número 13 está subordinado, mas antes do raciocínio materialista, puro e duro, positivista, dos outros números. Dos números devidos, dos números das contas do Estado, dos números que o diabo carrega. Esta semana iniciamos no “Diário do Alentejo” uma rúbrica de horóscopos. Não é por nada do outro mundo. É apenas porque é giro e divertido. E começamos o ano 13, como é natural, sob o signo do capricórnio. O que é coisa boa. O capricórnio é disciplinado, concentrado, perseverante, concretizador, ambicioso. Tudo aquilo que gostaríamos de ser. Tudo aquilo que nos recusam, como diria o próprio Presidente da República na inauguração oficial do ano 13. Mas o 13, como nos ensina o nosso preconceito ancestral, está associado ao azar, ao negativismo, à fatalidade. Está associado à décima terceira carta do tarot, que é A Morte. No entanto, a morte, esta intrigante morte, nem sempre é aquilo que dela se pensa ou espera. Os especialistas dizem que esta carta sugere renovação e transformação. Que é, por certo, o vaticínio que mais necessitamos por estes tempos. Mudar é uma coisa boa, quando se muda aquilo que é mau. Ainda que com sacrifício. Eram 12 os apóstolos que cearam com Cristo. Ele era o décimo terceiro. O resto da história é conhecida. Não há número mais paradoxal que o 13: leva de veneração a mesma carga que leva de renúncia. Os hindus levantam sempre 13 estátuas de buda nos seus templos. Já os índios mexicanos adoravam 13 cabras sagradas. O misticismo que envolve o número 13 congela os nervos de muita gente por esse mundo afora. Sem razão aparente para tal. A legenda do símbolo do Benfica, leva 13 letras: E pluribus unum. De muitos se faz apenas um. Parece-me que esta, a do Benfica, é a via a seguir. Fazer de muitos, de todos, um apenas. Um Estado apenas, fraterno, igualitário, solidário, sob o signo da carta 13 do tarot. A tal carta maldita que apenas sugere regeneração, mudança, transformação. Que o ano 13 traga isso tudo e, já agora, que traga de volta o décimo terceiro mês. E isto sem qualquer ponta de superstição.


 
 
 
 
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