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O “DA” é um “companheiro que me faz falta”
 
27-12-2012 17:20:23
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Prestes a dizer adeus ao ano do seu 80.º aniversário, o “Diário do Alentejo” esteve à conversa com o seu assinante mais antigo. João Casaca mantém ininterruptamente, há 67 anos, uma leitura assídua e atenta sobre as páginas do jornal fundado por Carlos Marques e Manuel Engana. É um caso sério de afeto e fidelidade, ao ponto de nos considerar como “uma pessoa de família”. E se, talvez por cordialidade, não nos aponta defeitos, também não esconde que gostaria de nos ler diariamente. Como “no outro tempo”.

Com que idade é que o “Diário do Alentejo” (DA) lhe chegou às mãos?
Com 13 anos. Os meus pais eram comerciantes em Trigaches e eu, aos 13 anos, comecei a assinar o “DA” porque tinha um tio que também era assinante e que me incentivou. Era um leitor do “DA”, gostava muito do jornal e eu segui-o.  Hoje tenho 80 anos, há 67 anos que sou assinante. Considero o “DA” como uma pessoa de família. 


Nunca pensou em interromper essa ligação?
Nunca. Eu sou do tempo dos fundadores, do Carlos Marques e do Manuel António Engana, e da tipografia, que ficava junto aos táxis. E sou da idade do “DA”. O “DA” nasceu em junho, e eu nasci em outubro de 1932. 


Ao longo destas décadas de leitura do “DA”, que principais evoluções é que regista? 
Eu acho que tem melhorado todos os anos. Foi pena ter passado de diário a semanal, porque gostava de o receber todos os dias. Tenho achado sempre melhorias, é uma coisa que eu adoro, caso contrário não me manteria assinante 67 anos ininterruptamente. Tudo me interessa, mas interessa-me mais o que diga respeito ao desenvolvimento da região.


E naqueles anos em que o jornal foi interrompido, sentiu saudades?  
Claro que senti. Isso foi já depois do 25 de Abril. É que considero o “DA” uma pessoa de família, é um companheiro que me faz falta. Eu recebo o jornal na minha casa de Alcaria da Serra e às vezes passo muito tempo sem lá ir. Quando chego… E até a minha mulher me pergunta pelo jornal, quando eu me esqueço de o trazer para Beja. E também transmiti este gosto aos netos, que estão em Lisboa, e que também me perguntam pelo jornal. Já viu o que é 67 anos? É uma vida.  


Lembra-se de alguma notícia que tivesse gostado especialmente de ter lido, positiva ou negativa? 
Eu não sou uma pessoa pessimista e, de uma maneira geral, interesso-me por tudo. Lembro-me, claro, do fecho das comportas da Barragem do Alqueva, da abertura do aeroporto de Beja… O que é pena é estar como está e não estar mais desenvolvido, mas é  um melhoramento que eu acho importante. 


Está atento aos outros suportes do jornal, o sítio na Internet, a página do Facebook? 
Não, isso não. Continuo fiel ao papel. 


O que pensa do “Diário do Alentejo” comparado com outros jornais regionais que tem conhecido pelo País fora?
Eu, como sou bairrista, acho que não há nada como o “Diário do Alentejo”. Leio, conheço e não quero com isto dizer que os outros jornais não sejam bons mas… Para mim é uma coisa de bastante utilidade, a pessoa fica a saber o que se passa na nossa zona. Gosto de tudo, gosto de estar informado, sou uma pessoa interessada, e mantenho a cabeça desenvolvida, mesmo aos 80 anos, graças à leitura. Na minha casa, lê-se o “Expresso”, o “Público”… E as duas imprensas, a nacional e a regional, complementam-se. 


Que sugestões é que daria ao “DA” na sua vida futura?
Gostaria que ele continuasse, e se possível diário, como era no outro tempo. De resto, estou satisfeito.


João Casaca
80 anos, 
natural de Trigaches

Toda a vida foi comerciante. Primeiro no estabelecimento dos pais, em Trigaches; depois, já casado, na loja do sogro, em Alcaria da Serra. Foi também, em paralelo, caixeiro-viajante pelos concelhos vizinhos. Nunca teve tempo para hobbies, mas à leitura sempre deu prioridade. Confessa-se uma pessoa que gosta de “estar informada”, e por isso nunca lhe faltam jornais em casa. Um deles, porém, tem estatuto de “pessoa de família”. Um caso sério de fidelidade.

Carla Ferreira


 
 
 
 
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