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Os opostos que se tocam
 
27-12-2012 17:17:16
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Luís Covas Lima Bancário


No rescaldo do ano velho e na expectativa do que o ano novo nos reservará, é sem nostalgia que olhamos para o abismo que nos engoliu. Um percurso com solavancos, sobressaltos e demasiadamente acidentado, faz-nos questionar se melhores tempos virão. Da consciência à divagação, da euforia ao descalabro, tudo se passou a um ritmo alucinante.
No balanço a fazer, importa não esquecer os mais frágeis, aqueles que deveriam ser uma prioridade da governação, muitas vezes os que mais precisam. Os nossos velhotes e crianças, sem ignorar a pobreza e o desemprego galopante a que temos vindo a assistir.
Com as dificuldades que cada um tem cada vez mais e que lhe vão sendo impostas de forma irredutível, é com solidariedade que todos vamos vivendo e sobrevivendo. Particularmente, no que respeita aos que estão em princípio de vida, as crianças e, principalmente, aqueles que estão na reta final de uma vida cheia de angústias e nem sempre bem vivida, os nossos velhotes.
Crianças e velhotes, extremos de um ciclo de vida nem sempre opostos, aliás, na maior parte das vezes muito próximos e que se adoram porque se compreendem como ninguém. Não falo tão pouco dos avós e dos netos pela relação umbilical que os une, mas genericamente dos mais velhos e dos mais novos, onde o compromisso e a tolerância parecem não ter limites. A proximidade e a cumplicidade entre aqueles que tiveram uma vida, às vezes repleta, mas ao mesmo tempo cheia de nada e de muito “não presto”, com os petizes, traquinas ou benjamins, são entendidas como uma manifestação de algo que perdurará por gerações e que nunca se perderá. 
Acreditam no futuro, que não estará ao alcance de ambos porque a todos já não chegará, mas creem sobretudo no presente em função de um passado mais recente ou não, onde vão aprendendo a viver cada dia que passa. Nos tempos correntes, um dia de cada vez.
Crianças e velhotes parecem polos contrários que nunca se tocam, porque extremos de uma vida. O princípio e o fim. Mas na realidade, há algo de mais profundo que os liga – a inocência, a ingenuidade e a confiança no próximo. E isso é algo de admirável, é algo que tínhamos enquanto crianças e que só recuperaremos quando também nós formos velhotes. 
Hoje, a meio caminho dos meus 50 anos, não sou inocente, não sou ingénuo mas quero vivamente acreditar no próximo… 
Por isso, espero que o próximo ano seja um pouco melhor. 
A todos, meus caros leitores, os sinceros desejos de um bom ano de 2013!
PS: Registei o sentimento e conteúdo expressos na crónica do José Saúde no número anterior deste jornal. Saudades são muitas. Fico-lhe grato. O pai Nana e família também agradecem.

 
 
 
 
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