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Secretário de Estado Não Sei De Quê
 
17-12-2012 10:40:19
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José Nogueira Pardal Lisboa


Sozinho em casa, liguei a TV… Transmitiam um pseudodebate no Parlamento, ia mudar de canal quando vi a sua cara (…), ao lado dessa desgraça a que chamam primeiro-ministro de Portugal. Não senti raiva ou indignação, apenas tristeza. Desliguei o aparelho cerrei os olhos e viajei à minha infância.
Outubro de 1951, treze anos, vindo da vila mineira de Aljustrel, cheguei a Beja para frequentar o 3.º ano do Liceu… Primeiros dias e a aproximação aos novos colegas. Aquela turma, 3.º B, vim a sabê-lo depois, era assim como que o refugo, os bons estavam na turma A. Foram-se descobrindo afinidades, foram-se gerando amizades e foi assim que o 30, este escriba, e o 26, José António Moedas, se tornaram amigos.
Tínhamos sonhos que, curiosamente, eram diferentes e similares, o 26 queria ser jornalista, conseguiu-o, o 30 sonhava ser poeta, ficou-se pelo sonho.
Encontrávamo-nos muitas vezes ali pelas portas de Moura, seguíamos juntos até ao Liceu, passando sempre, com ar amalandrado, pela rua da Branca.
À segunda-feira de manhã, tínhamos aula de religião e moral, estou a ver o Zé Moedas colocar na carteira o “Notícias de Beja”, jornal diocesano, e, por cima, a bíblia do desporto que dá pelo nome de “A Bola”, que lia sofregamente. Quando o padre fazia a chamada, sempre a meio da aula para não marcar falta aos atrasados e chamava o 26, eu que ficava por de trás do meu amigo, respondia: - Está a ler o “Notícias de Beja”. Os elogios do padre levavam a malta a sorrir, sobretudo quando o Moedas levantava a parte da frente do jornal e o padre podia ver o cabeçalho do jornal de Beja.
Discutíamos futebol, a rivalidade Mineiro Aljustrelense Desportivo de Beja era, por essa época, enorme, sem nunca chegarmos a acordo e falávamos de Régio e Florbela com mais paixão e menos zanga.
Voltei a Aljustrel no fim do ano letivo. Tinha, entretanto, aberto o Externato Filipa de Vilhena e sempre que me deslocava a Beja procurava encontrar-me com o 26. Lembro uma longa conversa que tivemos em 1954, por altura do exame do 5.º ano, no jardim, ao pé do coreto, em que falámos de futebol, da professora Cármen Goinhas, de jornalismo, de poesia, de liberdade…
A vida trouxe-me para as margens do Tejo, depois de abril só por uma vez encontrei o meu amigo, eu tinha hora no tribunal de Beja onde ia ser testemunha e por isso, apenas trocámos um longo abraço, sorrimos e falámos pouco. Mais tarde vi o nome do amigo no cabeçalho do “Diário do Alentejo”, fiquei feliz, depois soube que tinha partido e fiquei imensamente triste.
Porque lhe escrevo isto?!
Escrevo-lhe só para lhe dizer que a admiração e amizade que sempre senti pelo Zé Moedas é equivalente ao nojo e desprezo que sinto pelo senhor Carlos Moedas.
Que me perdoe o amigo, os filhos são sempre os filhos e eu sou pai.

 
 
 
 
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