
A galeria de exposições da EDIA tem, até ao próximo dia 29 de junho, um novo e importante motivo de visitas. Trata-se da figura de um touro com cerca de três mil anos (séculos VII/VI a.C.), recuperada de uma das cerca de 1 300 intervenções arqueológicas promovidas até à data por esta empresa.
A escultura, em cerâmica, representa um touro, “em posição natural de repouso, deitado sobre o ventre e com a parte traseira ligeiramente recostada sobre a perna esquerda”, explica a empresa, detalhando as medidas: 23 centímetros de altura, 17 de largura e 45 de comprimento.
Uma peça que “pela sua raridade, particular relevância científica e valor iconográfico” passa agora a ser objeto de mostra pública, após a sua descoberta no sítio arqueológico “Cinco Reis 8”, intervencionado no âmbito da empreitada de execução do Troço de Ligação Pisão-Beja, infraestrutura da rede primária do Subsistema de Rega de Alqueva.
As escavações revelaram uma necrópole da 1.ª Idade do Ferro, constituída por recintos limitados por fossos de planta retangular, no centro dos quais se situam sepulturas individuais.
As intervenções arqueológicas de minimização de impactes que a EDIA tem vindo a promover ao longo do processo de implantação do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva têm permitido, segundo a empresa, “conhecer em concreto os espaços de ocupação inseridos nas mais diversas cronologias (da pré-história aos tempos modernos) e tipologias (necrópoles, habitações, povoados, etc.)”. Conhecimento que, conclui, “vem trazer novas luzes sobre o passado e contribuir para uma revisão do atual estado do conhecimento científico”.