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Câmara de Santiago do Cacém quer Miróbriga reclassificada como Monumento Nacional
 
04-04-2012 14:42:32
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O município de Santiago do Cacém vai propor a reclassificação do Sítio Arqueológico de Miróbriga como Monumento Nacional, por se tratar de “uma das poucas cidades romanas conhecidas e relativamente bem conservadas no Alentejo”.

A reclassificação de Miróbriga, que é Imóvel de Interesse Público desde 1943, “irá conferir” ao complexo arqueológico “uma maior notoriedade nacional e internacional”, justificou hoje a autarquia, em comunicado.

A proposta para que Miróbriga passe a ser Monumento Nacional foi aprovada em reunião camarária e vai agora ser enviada ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar).

O município admite que, em 1943, se tenha classificado Miróbriga como Imóvel de Interesse Público, ao contrário do que aconteceu com Conímbriga, dado que, nessa altura, “apenas” tinha sido revelada “uma parte daquilo que viria, anos mais tarde, a ser conhecido como cidade romana”.

À época, lembra, “os trabalhos arqueológicos estavam reduzidos a uma área circunscrita deste aglomerado urbano que, através de estudos recentes, se comprovou ter uma área de ocupação que rondaria os 10 hectares”.

“Cerca de 70 anos” volvidos, “considera o município que a classificação deste Sítio Arqueológico, face à sua importância patrimonial, deverá ser atualizada para Monumento Nacional”, pode ler-se no comunicado camarário.

Miróbriga, sublinha a autarquia, é “das poucas cidades romanas conhecidas e relativamente bem conservadas no Alentejo”.

A reclassificação poderá, pois, conferir “melhores argumentos” para a reativação dos respetivos trabalhos arqueológicos e de investigação, assim como de conservação e restauro.

Se for Monumento Nacional, e desde que a classificação seja “devidamente acompanhada por trabalhos de manutenção e de dinamização”, o complexo poderá ainda captar “maior volume de visitantes”, contribuindo para a “dinamização das empresas locais ligadas à hotelaria e comércio”, justifica a câmara.

Ao valor patrimonial de Miróbriga, argumenta a autarquia, tem de somar-se a “grande qualidade paisagística e ambiental” da envolvente, podendo estudos no local comprovar que “grande parte das espécies animais e vegetais poderia ter existido no período romano”, o que permite “uma leitura conjunta dos recursos”.