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“Histórias sobre nada” escritas pela calada da noite
 
13-02-2012 10:27:52
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Em Espanha, Grouchy, general de Napoleão, concede a um dos condenados o desejo de um último cigarro: “Infelizmente só havia Ventil”. Uma jornalista no psicólogo, esquecida de si; uma tripulação de marinheiros portugueses obrigada a regressar ao reino, depois de ter conhecido o “paraíso” povoado de “ninfas amorenadas”; o primeiro e mal fadado dia da perceptora das meninas de Velásquez. São 94 micronarrativas soltas que Rui Mateus oferece ao leitor em Fúteis Madrigais, o seu primeiro livro, dado à estampa pela Chiado Editora. “Histórias sobre nada”, moldadas pela reverência ao surrealista Mário-Henrique Leiria e escritas pela calada da noite.

Neste seu primeiro livro, Fúteis Madrigais, estão reunidas 94 micronarrativas tocando os mais variados temas, personagens, tempos e lugares. Há algo a unir estes “madrigais”, além do seu autor?
O que une estes madrigais é somente o surrealismo que é comum a todas as histórias. Tive sempre a esmerada preocupação em pôr de parte a racionalidade, e deixar que as emoções primárias, ou simplesmente ideias esquisitas, fossem primordiais na escrita destes contos. No fundo são histórias sobre nada, no seu substrato. Apenas surreais. 

O que mais o desafia neste registo da microficção? 
O mais difícil foi mesmo não entrar no universo daquele que, na minha opinião, foi o grande mestre do surrealismo literário em Portugal. Daquele que foi sempre a minha referência desde que me conheço como leitor compulsivo e aspirante a escritor. Neste sentido posso dizer que tive muito trabalho para não plagiar o Mário-Henrique Leiria. Tenho a certeza de que os Fúteis Madrigais jamais veriam a luz do dia se, na adolescência, não tivesse descoberto o surrealismo literário pela pluma deste génio. Se ainda fosse vivo oferecia-lhe um livro, isso de certeza absoluta.

Em alguma destas histórias sentiu vontade de ir mais longe, evoluindo para um conto ou uma ficção de maior fôlego?
Não, nunca. A essência deste livro é que muito seja lido em poucas palavras, e num só fôlego, como se espera de quaisquer fúteis madrigais. Todas estas histórias começam de rompante e terminam poucas linhas abaixo, quase tão depressa como começaram. 

Dá a este livro o subtítulo de “Devaneios do whisky duplo”. Assume-se, de facto, como um escritor noturno?
Sim, sempre, escrevo sempre à noite. Só a noite me pode inspirar, jamais o cheiro a torradas ao pequeno-almoço. No entanto, evito o estereótipo de escritor que só consegue criar sob o efeito de uma enorme bebedeira, até porque é raro isso acontecer. Não as bebedeiras, naturalmente, mas a escrita sob efeito do whisky duplo.


Rui Mateus,
32 anos, natural de Beja

Cresceu nos “subúrbios de Lisboa” e por lá se foi “deixando ficar”, diz. É professor de Língua Portuguesa desde 2003, dividindo o seu tempo livre entre o piano, a escrita, e “uma quase notável carreira” no teatro amador.
É nas “noites de whisky duplo”, como lhes chama, que recebe a inspiração para a escrita de “curtos devaneios e histórias soltas” que reuniu e batizou, neste seu primeiro livro, com o título de Fúteis Madrigais. 

Carla Ferreira

 
 
 
 
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