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“Achava deselegante publicar-me a mim própria, mas mudei de ideia”
 
07-12-2017 10:47:13
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Fernanda Mira Barros 50 anos, natural de Lisboa



Nasceu em Lisboa por puro acaso, já que os pais viviam em Beja e foi nesta cidade que estudou, no antigo Liceu, até ir para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Licenciou-se em Germanísticas e fez o mestrado em Literatura Inglesa e Norte--americana. Com 23 anos, deu aulas de inglês num colégio, mas, como disse em outra entrevista, criou o seu “próprio desemprego”. Para resolver a situação tentou a sua sorte numa editora acabada de nascer, a Cotovia. Bateu à porta e ficou. Até hoje.


Há três décadas que trabalha para dar à estampa o trabalho de variadíssimos escritores. No passado dia 25 de novembro, na Biblioteca Municipal José Saramago, em Avis, esteve presente no lançamento de uma obra muito especial: um livro escrito por si. As ilustrações foram feitas pela artista plástica Joana Villaverde.


A Tia Mira nasceu na Internet. De que trata o livro e como se deu a passagem para o papel?
São diálogos entre uma pessoa crescida, a tia Mira, e outra pessoa pequenina, a sobrinha, que procura a crescida como confidente e interlocutora preferencial. Tia e sobrinha conversam sobre tudo, as histórias são diálogos sobre o espanto perante a vida, que é o olhar de uma criança. Então, abordam grandes questões, como a morte, o sentido da vida, Deus, etc., mas também as banalidades do quotidiano. A tia desafia a sobrinha e vice-versa. São um bocadinho excêntricas e um bocadinho livres. E muito divertidas.


A que universo de leitores se dirige este livro?
Dirige-se a toda a gente, dos oito aos 80 anos, como se dizia da “Tintin”. O facto de ser um livro ilustrado não o torna infantil, aliás, as magníficas ilustrações da Joana Villaverde são tudo menos infantis no sentido de “fáceis” ou “patetas”. Uma criança de oito anos ser coheroína também não torna as histórias infantis. Na verdade, há um confronto entre uma visão maravilhada e revolucionária do mundo, como as crianças são capazes de ter, e uma visão mais sábia e madura mas disponível para aceitar quando é preciso e contrariar quando é preciso.

Esta é a sua primeira obra a ser publicada. Depois de tantos anos dedicados à edição, o que a levou a dar o salto para o “outro lado”?
Foi preciso coragem porque sou uma editora exigente. Depois, achava deselegante uma pessoa publicar-se a si própria. Pus-me a pensar e mudei de ideia: afinal, se sou difícil e exigente com os outros e comigo, talvez eu fosse a melhor editora de mim própria, não é? E, sem falsa modéstia, acho que fui. Levei tempo a tomar a decisão, fui muito influenciada pelas reações tão positivas no Facebook, e da parte de pessoas de universos e classes culturais e sociais muito diversas, algumas muito exigentes literariamente.

O livro tem ilustrações da Joana Villaverde. Como nasceu esta parceria?
Não nos conhecíamos. Pelos comentários da Joana às histórias da Tia Mira era evidente que era fã. Eu procurava uma ilustradora. Escrevi à Joana e perguntei se gostaria de ilustrar a Tia Mira. A medo, porque a Joana Villaverde é uma artista plástica notável, sabia lá eu se não ficaria ofendida com a proposta. A resposta dela foi, como ela é, notável: disse-me que adoraria mas que temia não ser capaz porque gostava tanto, tanto das histórias que até achava que era a sobrinha! Começou logo a trabalhar, ia-me mostrando o que fazia, eu ia ficando maravilhada. Tudo isto via chat. Já o trabalho ia avançado, decidimos telefonar, para sabermos como soavam as nossas vozes. Aníbal Fernandes 



 
 
 
 
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