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Escolas de Beja têm o regresso marcado para a próxima quarta-feira
 
08-09-2017 10:40:11
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As aulas do ensino público Pré-Escolar, Básico e Secundário, referentes ao ano letivo 2017/2018, estão calendarizadas para começar entre os dias 8 e 13 deste mês. A data do início da atividade escolar, escolhida pelos dois agrupamentos de escolas de Beja é a próxima quarta-feira, dia 13. Até lá constituem-se turmas, elaboram-se horários, apresentam-se e recebem-se professores. Tudo para que o ano escolar se inicie, tranquilamente.

Texto e Foto José Serrano

Dia 1 de setembro. Quem costuma passar junto aos muros do “liceu” de Beja (Escola Secundária Diogo de Gouveia), facilmente se apercebe que as aulas ainda não começaram. É manhã de sexta-feira e, contudo, a pista de atletismo, os courts de ténis e os campos de futebol e basquetebol estão vazios. As persianas das janelas da grande casa amarela estão praticamente todas corridas até baixo. À porta da entrada principal, no exterior, não se encontram os habituais grupos de estudantes, de mochila às costas, livros debaixo do braço, ou os professores que, ali, aproveitam o tempo de intervalo.
O silêncio e a quietude, ao redor do edifício, contrastam com a atividade de quem tem a tarefa de preparar o fundamental para que o novo ano letivo se inicie na próxima quarta-feira, dia 13. Esta é a data agendada pelas direções dos dois agrupamentos de escolas do concelho de Beja, para o começo das atividades escolares referentes ao ano letivo 2017/2018.
José Ferro, vice presidente do Agrupamento de Escolas n.º1 de Beja (AE1 Beja), constituído pela Escola Secundária Diogo de Gouveia (sede), Escola Básica de Santa Maria, Escola Básica de Santiago Maior e pelas escolas básicas das freguesias de Baleizão, Beringel, Penedo Gordo, Trigaches, São Matias, Santa Vitória e Neves, relata algum do trabalho que antecede estes dias, nomeadamente a constituição das turmas, que irão albergar os cerca de 2 600 alunos inscritos no AE1 Beja.  
“As turmas já estão todas constituídas”, refere. Este é um trabalho que, segundo José Ferro, é de “extrema importância para o sucesso quer do aluno, quer do professor”. 
Atende-se então a um conjunto de critérios que procura contribuir para esse êxito e que passa pelas opções curriculares dos alunos; pela colocação equitativa de géneros nas várias turmas; por manter na mesma sala alunos de uma mesma localidade, que vêm de outras escolas; pela continuidade, ou não, de uma turma, tendo em consideração a opinião do concelho de turma: “Há turmas que se devem manter, que estão a resultar, enquanto outras, problemáticas, se poderão vir a desagregar. Tentamos sempre que todas as turmas funcionem, mas não deixa de ser, por vezes, ‘um tiro no escuro’”, refere José Ferro. 
Atualmente, embora o Ministério da Educação revele, já para o próximo ano letivo, a intenção na sua redução, o número máximo de alunos que completa uma turma, de ensino básico e 1.º ciclo, é de 26, podendo chegar aos 30 nos ciclos seguintes (em turmas com alunos com Necessidades Educativas Especiais [NEE] esse número é 20), o que para José Ferro, “não é correto, em termos pedagógicos, manter tantos alunos numa sala. É óbvio que compreendemos a crise e o país que temos, mas não é salutar. Além disso, a maioria das salas não estão adaptadas para receberem este número máximo de estudantes”. 
No entanto, para o responsável pedagógico, este é um ano em que as expetativas são melhores que as do ano transato: “pela primeira vez, sentimos o aligeirar das preocupações recorrentes. O Ministério de Educação fez sair um novo conjunto de diplomas que irão facilitar a abertura das atividades letivas. Posso dar como exemplo a renovação dos contratos dos técnicos superiores especializados, antes do ano letivo começar. Estou a falar de psicólogos, terapeutas formadores de linguagem gestual, assistentes sociais. Um passo muito importante que facilitará, imenso, a vida da escola, em prol dos nossos alunos”, refere. 
Os estudantes que serão acompanhados pelos professores que, dia 1 de setembro, se começaram a apresentar na sede do AE1. Como Susana Fernandes, 40 anos, natural de Beja, que regressou neste dia como professora de matemática e ciências, ao local onde estudou: “Estou muito contente de ter ficado colocada neste agrupamento. Há 16 anos que ficava longe da minha terra. Ao fim de tanto tempo já começava a ficar desmotivada. Estar ao pé de casa é importante para a motivação de um professor, para o seu sucesso”, declara. 
Mas a sorte de lecionar a um passo de casa não chega a todos os docentes. É o caso de Anabela Félix, 46 anos, professora de inglês do 1.º ciclo, residente em Tavira. O ano passado deu aulas em Odemira. Este ano foi colocada em Beja. “Não fiquei nada desiludida, poderia ter sido muito pior. Venho com a mente aberta e pensamento positivo. Estou satisfeita”, diz. Chegou para “preencher a papelada” e se apresentar à direção do agrupamento. Ficará agora a aguardar pelo dia da reunião geral de professores, onde serão transmitidas as indicações sobre as turmas e os horários que competem a cada um dos docentes, bem como as escolas onde irão dar aulas.
Ainda no dia 1 de setembro,  na Escola Secundária D. Manuel I, sede do Agrupamento de Escolas n.º2 de Beja (AE2 Beja), vão entrando professores que aqui foram colocados, cerca de 260. Chegam isolados ou em pequenos grupos, de dois e três. Alguém pergunta a uma colega como lhe correram as “férias, que já lá vão?”. 
Enquanto alguns docentes entregam na secretaria a documentação referente à apresentação, outros há que já esperam junto à porta do gabinete da direção. Um a um, todos serão recebidos, ao longo do dia, por Maria José Chagas, diretora do AE2 Beja: “hoje é o dia em que os professores se apresentam. Quer os colegas que estiveram de férias e que já pertencem ao quadro do agrupamento, quer os outros professores que aqui ficaram, alguns pela primeira vez, colocados. Passam pelo meu gabinete para eu lhes dar as boas vindas, transmitir os dias e os horários das próximas reuniões [que antecedem o início das aulas] e lhes dizer os níveis e as turmas que irão lecionar”, refere a diretora. 
As turmas, cujos critérios são definidos pelo concelho pedagógico do agrupamento: “salvo raras exceções, tentamos manter os grupos que vêm dos anos anteriores; equilibrar o número de meninas e meninos, embora às vezes não seja possível uma vez que há cursos, como o de Eletromecânica, que só têm rapazes, e os de Gestão e de Marketing que são frequentados maioritariamente por raparigas. Mantemos também, por norma, os grupos que recebemos de uma mesma origem e que usualmente vêm para Beja a partir do 10.º ano, muitos oriundos de Beringel, de Cuba, de Vidigueira. Estão habituados a estudar juntos, partilham, muitas vezes, o mesmo transporte e ficando reunidos, permite-lhes uma melhor integração. O objetivo, na constituição das turmas, passa por promover a dinâmica de grupo, o respeito de todos por cada um e o espírito de entreajuda”, refere Maria José Chagas.
A diretora esclarece que “todas as turmas já estão preenchidas. Temos este ano cerca de 2 200 alunos, um incremento relativamente ao ano passado. É possível que, por necessidade imperiosa, venhamos a ter turmas com mais um ou dois alunos que o máximo estabelecido por lei. Para que essa extrapolação possa acontecer, temos de pedir autorização à Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares, nomeadamente à delegação de Évora, que é quem faz a validação do nosso pedido”, esclarece Maria José Chagas.
Outro dos aspetos que os responsáveis pela direção do AE2 Beja (que para além da referida sede do agrupamento é ainda constituído pela Escola Básica Mário Beirão, pelo Centro Escolar São João Baptista e pelas escolas básicas de Albernoa, Cabeça Gorda, Salvada e Santa Clara do Louredo) consideram como essenciais para o sucesso do ano escolar é “a correta escolha do diretor de turma. Fundamental na gestão de conflitos, na identificação de estudantes com dificuldades de integração, a pessoa que faz a ponte entre a escola e os encarregados de educação”, clarifica Maria José Chagas. 
A poucos dias do início do ano letivo, Maria José Chagas crê que este possa vir a ser um ano “sem grandes constrangimentos” para um agrupamento que detém o primeiro lugar, das escolas públicas, no ranking do 9.º ano, relativo à classificação da Escola Secundária D. Manuel I, no ano letivo de 2015/2016. 
Um sucesso que advém “da constante preocupação com que os professores, que trabalham nesta casa, têm não só com os resultados escolares dos alunos, mas também com a sua formação integral”, finaliza Maria José Chagas, que acaba de receber Helena Marques, 41 anos, natural de Beja, professora de matemática do 3.º ciclo e ensino secundário e que pelo quarto ano consecutivo lecionará no AE1 Beja.
“Já sei exatamente as turmas que me foram atribuídas. O horário só me será entregue no dia 11, altura da reunião geral de professores”, diz Helena Marques, a quem a diretora do agrupamento transmitiu que irá trabalhar com um aluno com NEE. “É a primeira vez que trabalho com um estudante invisual, é um desafio”, refere. Um desafio que partilhará com um colega dos Centros de Recursos TIC para a Educação Especial, que faz a atribuição de material, (computadores adequados, por exemplo), de acordo com as necessidades do aluno, e de um professor especializado em educação especial para alunos cegos.
Mais próxima da porta do gabinete da diretora, à espera do procedimento normal da apresentação, está agora Eunice Pita, 44 anos, natural de Évora e professora de matemática do 3.º ciclo e secundário. Esta é a primeira vez que aqui é colocada mas diz vir “com boas informações. De pessoas que aqui lecionaram e me disseram que este é um agrupamento com uma boa equipa de colegas e bons alunos. Estou muito contente ter ficado colocada em Beja. Tenho trabalho”, conclui, sorridente.


Escolas de Santiago do Cacém
em risco de não abrirem nas datas previstas


A Câmara Municipal de Santiago do Cacém solicitou, no passado dia 31 de agosto, uma reunião com carácter de urgência, à secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, para encontrar soluções para a falta de pessoal auxiliar em sete escolas do concelho, considerando que as mesmas não reúnem as condições necessárias para o início das aulas. As escolas do 1.º ciclo, em questão, são as seguintes: Abela, Arealão, Santa Cruz, Aldeia dos Chãos, Relvas Verdes, São Bartolomeu da Serra e Cruz de João Mendes. No ofício enviado, o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, refere que “tendo em conta o sucedido no passado recente em que escolas de um e dois lugares do concelho de Santiago do Cacém não puderam iniciar as aulas na data prevista por situação idêntica, solicita reunião com carácter de urgência, com vista a encontrar o melhor caminho que assegure a abertura do ano letivo, nas datas previstas”. 
A Câmara Municipal de Santiago do Cacém revelou ao “Diário do Alentejo”, à hora do fecho desta edição do jornal, que até à data não obteve qualquer resposta à reunião solicitada.




 
 
 
 
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