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Superintendente Raul Glória Dias, comandante distrital da PSP de Beja, diz que policiamento de bairro “vai avançar em todos os bairros da cidade”
 
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Superintendente Raul Glória Dias, comandante distrital da PSP de Beja, diz que policiamento de bairro “vai avançar em todos os bairros da cidade”
 
11-08-2017 11:14:18
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O superintendente Raul Glória Dias passou por vários comandos da Polícia de Segurança Pública antes de chegar a Beja, onde dirige esta força de segurança desde fevereiro. Natural de Peniche, com 49 anos de idade, é licenciado pelo Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna e até recentemente exercia funções como comandante distrital de Évora da PSP. Em entrevista ao “Diário do Alentejo” revela alguns dos projetos que, sob o seu comando, a PSP está já a avançar. Polícia de Bairro, Idosos em Segurança e Comércio Seguro são alguns deles.

Texto Natacha Lemos Foto José Ferrolho
Chegou ao Comando Distrital de Beja da PSP no início do ano. Já conhecia esta realidade?

O comando de Beja da PSP é um comando como outro qualquer, que tem as suas organizações que estão definidas, naturalmente. A estrutura da polícia é nacional e é igual no País inteiro, portanto, o comando de Beja não é exceção. As nossas estruturas estão montadas, definidas por portarias, despachos e normativos e, portanto, o comando de Beja é exatamente como outro qualquer. Está distribuído por duas cidades: Beja e Moura. Relativamente ao que conheço de Beja, já cá estive há muitos anos atrás como comissário, e, nos últimos cinco anos, tenho gradualmente acumulado este comando, por deficit de oficiais, sempre que os comandantes estavam de férias, por norma vinha acumular por ser o que estava mais próximo, portanto, não é uma realidade que me seja totalmente desconhecida.

E existem recursos suficientes?
Os recursos são aqueles que são necessários e que são suficientes, ou seja, temos de trabalhar sempre com os recursos que temos. Se poderiam ser melhores? Claro que tudo poderia ser melhor. Para mim, a questão dos recursos não é uma questão que, por norma, me afete muito. Sem dúvida que gostaria de ter mais. É normal. Gostaria de ter melhor, sem dúvida, mas posso dizer que tenho o suficiente. Acho que tenho os recursos suficientes para a realidade que tenho aqui.

Em relação ao seu trabalho, existem já novos projetos em desenvolvimento?
Como costumo dizer, a roda já está inventada há muitos anos. Quero com isto dizer que não há novos projetos, no sentido de que não vamos criar algo de novo. Poderei, e já estou a fazê-lo, é simplesmente implementar coisas que já se fazem e que já implementei, por exemplo, em Évora, e tem a ver com o direcionamento daquilo que entendo que é útil. Neste caso em concreto, já está a funcionar o Modelo Integrado de Policiamento de Proximidade, que já existe na polícia e que está bem definido. Engloba não só a Escola Segura, mas também outros programas. E isso está incluído num modelo articulado e é isso que estamos a fazer, nomeadamente com a criação do Polícia de Bairro, que já tem elementos e um coordenador afetos, o Comércio Seguro também e os idosos. Tudo isso, juntamente com a Escola Segura, são o Modelo Integrado de Policiamento de Proximidade. E é essa articulação de proximidade com as pessoas que acredito ser de maior importância.

Em relação ao policiamento de bairro, como vai funcional e quais são os objetivos?
Neste momento já está a dar os primeiros passos. É um processo que leva o seu tempo. Primeiro tem a ver com os elementos que são escolhidos para o bairro. Tem a ver também com o facto de esses elementos terem agora que se dar a conhecer e implementar aquilo que é definido para o policiamento de bairro. E neste momento, numa primeira fase, não estamos a aplicar só a um bairro, mas a uma zona. No fundo, para ver quais são efetivamente as necessidades de cada zona. Se num momento a cidade pode estar dividida em quatro ou cinco partes, incluindo três ou quatro bairros de um lado, mais dois ou três de outro lado. Mas com a integração dos elementos e o contacto com as pessoas vai haver feedback e a partir daí fazemos uma reavaliação e vemos se é necessário mudar as zonas e/ou reforçá-las. Será um processo que está sempre em construção. Este processo do policiamento de bairro, que já implementámos em Évora, em 1998, que foi quando começou, e portanto já tem muitos anos, é muito útil porque as pessoas têm um ponto de contato direto, conhecem aquele homem, e as questões do dia-a-dia são resolvidas diretamente. A maioria das questões que incomodam as pessoas não são questões criminais. São mais questões de gestão social e a função do polícia, além de lá estar e de fazer com que as pessoas se sintam seguras, é a de dirimir estes pequenos conflitos, que no fundo são problemas e que se não forem resolvidos podem dar origem a situações mais gravosas. No fundo, é esse o papel de um polícia de bairro: estar próximo e ser ele o primeiro. É a nossa maior aposta: a proximidade com as pessoas. O mesmo se passa com o comércio, onde vamos ter um elemento especificamente só para os comerciantes, e outro para os idosos da nossa zona urbana.

E essa divisão por bairros como será feita, tendo em conta que existem bairros na cidade com características muito diferentes uns dos outros?

A cidade ficou dividida em várias zonas e toda a malha urbana da cidade vai ser coberta com o polícia de bairro. Todas as zonas da cidade, para lá e para cá da estrada, vão ficar cobertas pelo polícia de bairro. Neste momento, da forma como está feito, vamos implementar e avaliar se será necessário reajustar a áreas.

Além desta questão, podem-se esperar mais novidades?
O que falámos é o que fundamentalmente quero fazer aqui. Depois haverá outras coisas que poderão ser melhoradas e que serão certamente melhoradas ao nível do serviço público. Também estou a pensar eventualmente na questão dos licenciamentos das armas e segurança privada, fazer algo que também já fiz, e que é tentar, de alguma forma, em articulação com as autarquias de todo o distrito, fazer deslocar elementos nossos para fazer nos locais os licenciamentos de armas, ou seja, em vez de as pessoas terem que se deslocar para virem aqui, porque o licenciamento é exclusivamente da PSP, vamos nós aos locais. Em especial para as pessoas mais idosas que têm dificuldades de deslocação. Vejo, por exemplo, uma pessoa de Baiona [Odemira], tem de fazer cento e tal quilómetros para vir fazer o licenciamento ou para entregar uma arma. É mais fácil deslocar eu os meus recursos até à câmara municipal, por exemplo, e as pessoas saberem que lá vamos estar, para resolver questões relacionadas com armas. Isso é um objetivo, vamos ver quando será implementado, porque, no fundo, o nosso trabalho é esse: servir a população o melhor possível.

Em relação à Escola Segura, um dos serviços mais visíveis por parte da comunidade, vai haver novidades?
O projeto da Escola Segura está a funcional e a única coisa que faltava era o modelo não estar a funcionar. A Escola Segura mantém-se e vai continuar a fazer o que sempre fez. Apenas está previsto um reajuste do modelo, sendo que todas estas valências, apesar de terem tarefas específicas, trabalham integradas. Por exemplo, neste momento em que não há escola, a Escola Segura fará a Residência Segura.

Em relação à criminalidade no distrito?

A criminalidade é baixa. Somos uma cidade segura. Somos talvez dos distritos mais seguros do País. Temos índices de criminalidade muito baixos e ainda assim vão descendo. Têm descido constantemente. Por exemplo, do ano passado para este ano desceu em geral 5,7 por cento e em quase todos os parâmetros. A criminalidade violenta e grave baixou 33 por cento. Podemos dizer que estamos bem. Depois temos aquele tipo de criminalidade que para a polícia é muito complicada e que são os crimes contra as pessoas, porque são muito difíceis de prevenir. Enquanto os crimes contra o património são algo que a nossa proatividade, a nossa presença no terreno e os nossos métodos de patrulhamento, conseguem limitar, os crimes contra as pessoas são, para nós, quase impossíveis de evitar em termos de policiamento. Só podemos evitar alguns através da sensibilização. Estou, por exemplo, a pensar na violência doméstica, é algo que se não for através da sensibilização, não consigo arranjar uma metodologia para a evitar. Os crimes contra as pessoas, que são uma grande parte dos crimes aqui em Beja, com injurias e agressões, e mais recentemente as novas tipologias criminais como os maus tratos a animais. No nosso caso temos um aumento brutal, porque até aqui não eram contabilizados porque não eram crime, e agora são. Em termos absolutos não são muitos (sete), mas para quem tinha zero, ao nível percentual, o aumento é brutal. O tráfico de droga tem números pouco expressivos na nossa zona, e não estou a falar pelo distrito. Trata-se de um crime que também deve ser subdividido, porque tem várias nuances. Está mais concentrado no litoral e nas zonas turísticas. Não estou a dizer que aqui não há aquele pequeno tráfico que nós vamos tentando combatendo dentro do possível e do que a lei nos permite trabalhar essas situações.



Residência Segura

Trata-se de um programa que já existe há algum tempo e que funciona durante as férias de verão. Qualquer pessoa que saia de casa para passar férias fora, pode, mediante o preenchimento
de um formulário a entregar na PSP ou na GNR, solicitar uma atenção especial para a sua habitação. O período do programa decorre entre  15 de junho e 15 de setembro e o pedido deve ser solicitado até 48 horas antes de ir de férias. Depois de preenchido o formulário,  este pode ser entregue em mão na esquadra ou enviado por email através do portal Verão Seguro. O trabalho dos agentes da PSP inclui a “vigilância das residências de forma sistemática e metodológica, verificando os aspetos exteriores de inviolabilidade do domicílio” 
e “alertar de imediato o proprietário da habitação ou o seu representante, em caso de anomalia”. Tem sido um programa 
com bons resultados a nível nacional e, de acordo com o superintendente Raul Glória Dias, “das casas que nos são por norma indicadas é residual o número de assaltos”. 



 
 
 
 
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