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Campo Arqueológico e Câmara de Mértola de candeias às avessas
 
04-08-2017 14:23:44
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As relações entre o Campo Arqueológico (CAM) e a Câmara Municipal de Mértola (CMM) aparentam já ter tido melhores dias. A propósito de uma visita falhada, em finais de julho, do ministro da Cultura à Vila Museu, o arqueólogo Cláudio Torres acusa a autarquia local, em conjunto com a estrutura regional do PS, de ter “boicotado” a iniciativa. Já o presidente da autarquia classifica estas acusações de “ridículas” e “desprovidas de senso”. Cláudio Torres, apesar de militante do Bloco de Esquerda, é mandatário da lista da CDU às próximas Autárquicas, numa eleição onde Jorge Rosa se recandidata pelo PS.

Texto Paulo Barriga


“Enquanto a câmara foi CDU, tivemos as melhores relações. Depois, tem sido sempre um boicote completo”. As declarações são de Cláudio Torres, o arqueólogo que dirige o CAM e o Museu de Mértola, e visam claramente o atual executivo municipal, que é presidido pelo socialista Jorge Rosa. O “desentendimento” entre as duas instituições ter-se-á precipitado após a recusa, em cima da hora, do ministro da Cultura em visitar o projeto arqueológico e museológico de Mértola por alegadas pressões políticas oriundas do interior do próprio Partido Socialista ao nível local e regional. Cláudio Torres diz que “a câmara achou que esta visita seria uma espécie de ação de campanha eleitoral”.
Já Jorge Rosa recusa qualquer envolvimento da autarquia no falhanço desta visita ministerial. O presidente da edilidade reconhece que tomou conhecimento por Cláudio Torres da deslocação de castro Mendes à vila e que, de imediato, manifestou “total disponibilidade em acompanhar e receber o membro do Governo e falar de um projeto que ambas as entidades, Câmara Municipal e Campo Arqueológico, pretendem promover em parceria”. O autarca reage ainda às acusações de Cláudio Torres declarando que “dizer que o meu poder enquanto autarca é tanto que até altero as agendas dos ministros é ridículo”.
A vinda do ministro a Mértola, que foi relegada para depois das eleições “por pressões políticas”, no dizer de Cláudio Torres, tinha como objetivo principal dar a mostrar in loco os trabalhos desenvolvidos pelo CAM, nomeadamente ao nível da investigação e de intercâmbio científico entre diferentes instituições e universidades da bacia do mediterrâneo. Neste momento, Mértola tem uma das maiores bibliotecas temáticas em torno deste território e acabou de receber por doação mais um conjunto de 50 mil títulos. A presença do ministro, segundo Cláudio Torres, era importante para “discutir os nossos problemas e para gizar um projeto de colaboração entre nós e a autarquia, para promover o apaziguamento, uma vez que é fundamental haver aqui cumplicidade com a câmara”.
“Cumplicidade” que Jorge Rosa diz nunca ter deixado de existir. A este respeito, o autarca declara que “também é ridículo e extremamente injusto dizer que a Câmara Municipal não apoia e até boicota o Campo Arqueológico. Todos os presidentes de câmara desde a fundação do CAM apoiaram o projeto e sempre o consideraram uma mais-valia para o território. Essa também é a minha opinião, o Campo Arqueológico tem sido bastante apoiado na minha gestão”, assegura.
No entanto, não é esse o entendimento de Cláudio Torres. O arqueólogo, que foi Prémio Pessoa em 1991 precisamente pelos trabalhos desenvolvidos em Mértola, menciona que “a gente tem aparentemente boas relações mas, depois, na prática, é isto: não há diálogo, não há nada. Há um mês e meio que estou a tentar falar com o presidente da câmara e não consigo, não me recebe, nem me atende os telefonemas”. O historiador assegura mesmo que, desde que a autarquia é socialista, o CAM “nunca teve qualquer apoio financeiro ” e que, nos mandatos PS, “tem havido sempre um boicote completo” às iniciativas do Campo Arqueológico. “Parece que somos inimigos, porque não somos da mesma cor”, prossegue Cláudio Torres, pelo que seria “fundamental” a visita do ministro para promover a reaproximação, sugere o arqueólogo, “mas a iniciativa acabou por ser dramática”, prevalecendo “este estúpido ciúme por o convite ter partido da nossa parte”.
Jorge Rosa, por seu lado, enumera os diferentes apoios que a autarquia tem prestado, nos últimos anos, ao CAM, desde a montagem de exposições, edição de livros, programas de verão de escavações arqueológicas destinadas aos jovens, a inclusão de iniciativas do Campo Arqueológico na programação do Festival Islâmico, a preparação de um equipamento para receber os vários vestígios arqueológicos prevenientes das escavações, para além do pagamento direto de trabalhos arqueológicos decorrentes em edifícios que são propriedade do município. Por tudo isto, pergunta Jorge Rosa, “como se pode abrir a boca e dizer certas barbaridades?”. O presidente da autarquia mertolense conclui que as declarações de Cláudio Torres “têm apenas um objetivo partidário, não do diretor do Campo Arqueológico, mas do mandatário da CDU para Mértola”, que “pretende assim criar um caso a dois meses de eleições Autárquicas”. Que são só a 1 de outubro.

Terras sem sombra distinguiu campo arqueológico de mértola

O Campo Arqueológico de Mértola (CAM) foi distinguido em finais de junho, na categoria de património, pelo Festival Terras Sem Sombra. O campo é gerido por uma associação cultural e científica que tem por objetivo “fomentar o levantamento, estudo e pesquisa dos bens arqueológicos, etnográficos e artísticos da região de Mértola e proceder à sua conservação e salvaguarda”, referia, na ocasião, a Pedra Angular (Associação dos Amigos do Património da Diocese de Beja), a organizadora do festival, que destacava ainda o facto de o campo conseguir conciliar a investigação científica com um programa museográfico, intitulado Mértola Vila Museu, “vocacionado para a valorização e a divulgação do património, buscando o envolvimento das populações na consolidação da sua identidade, ao serviço do desenvolvimento local”. A escolha do CAM passou ainda pelo programa editorial, “com mais de 50 títulos publicados, as exposições temporárias e permanentes, a organização de congressos e reuniões científicas, as ações de educação patrimonial e o seu plano de formação (cursos livres, mestrados e doutoramentos), para o qual conta com uma biblioteca especializada que integra o valioso espólio doado por José Mattoso”. No âmbito da investigação, integra, desde 2008, o Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património, a par das universidades de Coimbra e do Algarve.“Um trabalho em que não existem fronteiras entre ciência, cultura e cidadania e que aproxima decididamente o nosso país da bacia mediterrânica, a que pertencemos pela história e pela geografia”.

 
 
 
 
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