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Livrarias locais em perigo de extinção
 
04-08-2017 14:22:20
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Este ano todos os alunos do 1.º ciclo vão receber gratuitamente os seus manuais escolares. Os pais não poderiam estar mais contentes. Trata-se de um valor considerável que deixa de fazer parte do orçamento familiar, ficando apenas o encargo dos livros de fichas. Já o comércio local, nomeadamente as livrarias, não está a gostar da ideia, até porque as novas regras ditam que seja realizado um concurso público por parte dos agrupamentos de escolas, que será ganho apenas por um fornecedor, que até pode ser uma grande superfície com sede noutro distrito. Os livreiros acreditam que este mercado terá tendência a acabar, até porque as margens de lucro, se comparadas com os descontos, acabam por ser mínimas.

Texto Natacha Lemos
Foto José Ferrolho



Este ano as crianças do 1.º ao 4.º ano têm direito aos manuais escolares gratuitos. O Estado, depois de no ano letivo anterior ter ofertado manuais ao 1.º ano, resolveu este ano estender a oferta a todo o 1.º ciclo. O grande problema prende-se com a forma como são adquiridos esses manuais escolares. As regras são as seguintes: os agrupamentos escolhem os manuais e lançam convites a várias entidades para o fornecimento dos mesmos. As livrarias respondem com os melhores preços e, no final, uma das propostas é escolhida, sendo que só a entidade escolhida fornecerá livros àquele agrupamento.
No caso de Beja, o “Diário do Alentejo” falou com João Quirino, proprietário de uma livraria local que, por sua vez, já respondeu a alguns convites dos agrupamentos. Segundo diz, há que apresentar um caderno de encargos.
Quer João Quirino, quer Ana Margarida Cheiro, proprietária de uma livraria em Odemira, lembram que a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) enviou aos agrupamentos de escolas uma nota alertando para a necessidade de se adquirem livros no comércio local, de forma a impulsionar a economia local. Contudo, ambos os livreiros acreditam que os agrupamentos irão escolher a entidade que apresentar o melhor preço.
No caso de Odemira, Ana Margarida Cheiro acredita que é impossível concorrer com uma grande superfície instalada na localidade, que pode apresentar descontos até 15 por cento, quando a margem para as livrarias é de 20 por cento no caso dos livros escolares. Ana Margarida Cheiro acredita que a emissão destes convites é apenas uma pró-forma, uma vez que “é impossível ter margem para concorrer com as grandes superfícies”.
Esta medida terá obviamente uma grande impacto na contabilidade das pequenas empresas, uma vez que é o 1.º ciclo o escalão que tem mais expressão no que toca ao número de alunos. Ana Margarida Cheiro acredita que muitas livrarias vão acabar por fechar as portas porque não há proteção ao comércio local.
Para João Quirino, “o que é da região devia ficar na região”, porque se não “ganham sempre os mesmos, com grandes estruturas mas com pequenas margens”. E lembra que a Lei do Preço Único implica que haja descontos máximos de 10 por cento em livros editados há menos de 18 meses.
Este empresário queixa-se também do Sistema de Informação de Manuais Escolares (SIME), a plataforma oficial online do ministério, onde estão disponíveis os manuais escolhidos para este ano letivo.
Numa breve consulta verificamos que, por exemplo, para o 9.º ano da Escola de Santiago Maior, apenas estão disponíveis (no primeiro dia de agosto) os títulos para as disciplinas de educação tecnológica, educação visual, português e matemática. Mas há casos em que existem dois títulos para a mesma disciplina. Se por acaso consultarmos o site de uma grande editora que hoje em dia dá cartas na venda online de livros escolares, verificamos que toda a panóplia de manuais está disponível, bem como livros de apoio ao estudo e de preparação para provas e exames. “Há quem tenha acesso privilegiado à informação e não somos nós”, diz João Quirino.
A política da entrega de um voucher, já defendida por muitos livreiros, inclusivamente comunicada ao Ministério da Educação, poderia ser, na sua opinião, uma das soluções. As escolas entregavam às famílias o cheque, e cada uma comprava onde queria, desde que fosse na região. Contudo, acredita que o mercado do livro tem tendência a acabar e pensa mesmo que o futuro deverá passar pelo uso de manuais digitais.
Quer João Quirino, quer Ana Margarida Cheiro, pensam que este tipo de medidas deverá avançar para o 2.º e 3.º ciclos, situação que complicará ainda mais a situação das pequenas livrarias e engrossará os saldos das grandes empresas que acabarão por ficar com o monopólio dos livros escolares. 
Outro dos problemas que existe neste mercado prende-se com as devoluções. Caso haja excesso de livros encomendados, o livreiro não os pode devolver, além de ter que pagar o seu transporte. Alguns livros ainda podem ser guardados em stock de um ano para outro, mas como a sua vigência é de apenas quatro anos, podem nunca mais vir a ser vendidos.
Para João Quirino, há que “esperar a conclusão deste processo este ano para no final fazer contas e analisar o que ditou o mercado”.

Autarquias apoiam compra de manuais

Algumas juntas de freguesia e câmaras municipais da região estão desde há já algum tempo a apoiar as famílias, adquirindo manuais escolares. Aqui ficam alguns exemplos com base na informação que chegou à nossa redação. A Câmara de Vidigueira tem estado na linha da frente e este ano adquire os manuais escolares até ao 12.º ano para todos os alunos. O município de Barrancos vai adquirir todos os manuais para as crianças até ao 9.º ano. Em Mértola todas as crianças do 2.º ciclo recebem os seus livros escolares. Em Serpa e em Ferreira do Alentejo as câmaras adquirem os livros de fichas a todos os alunos do 1.º ciclo. Recordamos ainda que em Cuba os alunos do 7.º ano de escolaridade vão integrar o projeto “Manual digital”, em que não irão necessitar de ter o manual escolar em papel, antes de um tablet com acesso à Internet. Mas também há juntas de freguesia a apoiar nesta matéria. Falamos da União das Freguesias de Moura e Santo Amador, que este ano vai adquirir 315 livros de fichas destinados aos alunos do 1.º ao 3.º ano do 1.º ciclo, como forma de complementar a oferta dos manuais por parte do Governo. Álvaro Azedo, presidente desta união, em declarações ao “Diário do Alentejo”, diz que os livros de fichas serão comprados em dois estabelecimentos locais, “como forma de apoiar os empresários locais”, num investimento que ultrapassa os 9 600 euros. Por outro lado, o autarca lembra que esta junta vai abrir este mês o concurso Crescer Estudante, que se traduz na oferta de um voucher em material escolar, que deve ser usado no comércio local e que se destina a 25 famílias carenciadas. Sandra Camacho, proprietária de um destes estabelecimentos, conta que estão no mercado há 30 anos e que o volume de negócios se tem mantido, devido ao facto de “o nosso cliente ser um cliente de proximidade”.




 
 
 
 
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