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Imobiliário e construção demora a recuperar em Beja
 
16-06-2017 10:56:03
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A atividade industrial na construção e no imobiliário aumentou 50 por cento no último ano e prevê-se mais um salto de 30 por cento em 2017. Os preços, em média, também aumentaram, mas em Beja, segundo os últimos dados disponíveis, até baixaram ligeiramente. O problema, aqui, é a falta de casas para vender e arrendar. Mas a opinião não é unânime entre os vários players do setor com quem falámos.


Texto Aníbal Fernandes
Foto José Ferrolho


Segundo o gabinete de estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (Apemid), o ano de 2017 “reúne todas as condições” para que se assista a um aumento de 30 por cento na comercialização de casas.
Apesar de tudo, menos do que se registou em 2016, ano em que a subida, em relação a 2015, atingiu os 50 por cento. No entanto, o aumento da procura implicou um aumento dos preços que, em média, foi de 7,5 por cento, com o distrito de Lisboa a liderar as subidas (11,8 por cento).
Os números disponibilizados pela plataforma imobiliária “O Idealista” revelam que, contra a tendência nacional, as vendas de edifícios em Beja apresentam um valor por metro quadrado de 972,00 euros, menos 3,1 por cento do que em 2016.
José Ferreira, da empresa imobiliária Liderinvest, confirma que se “nota uma retoma”, o mesmo que Célia Rato, da Medibeja, e Jorge Barão, da Bjimobiliária, que assinalam “um aumento da procura”.
“A construção em altura parou e a oferta de produto novo é escassa”, diz José Ferreira, mas Jorge Barão não se queixa, uma vez que tem muitas casas “quer de particulares, quer dos bancos” para vender.
Também no mercado de arrendamento se queixam do mesmo mal. “Há pouca oferta para a procura existente”, diz Célia Rato, ao que o seu colega da Liderinvest acrescenta que o que há “é mau e caro”, levando muita gente a optar pela compra, facto com que Jorge Barão concorda: “Arrendar é mais caro que comprar”.
José Cubaixo, da empresa de construção Constredi, e o único a construir em altura na cidade de Beja neste momento, ao contrário dos promotores imobiliários, considera que “há oferta suficiente no mercado”.
Em finais de 2013, no auge da crise, suspendeu a atividade, mas há seis meses começou um bloco de apartamentos na zona da Ovibeja e vai iniciar a construção de outro em julho, “não por haver mais procura, mas apenas para manter a equipa a trabalhar”.
Apesar de os bancos terem aligeirado as regras na concessão de crédito e melhorados as avaliações, não faz com que haja mais pessoas a comprar. José Cubaixo diz que “as pessoas não passam de pobres a ricas só porque o Governo o diz”, mostrando algum ceticismo em relação à retoma anunciada.
Manuel Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, admitiu recentemente num artigo publicado no suplemento de imobiliário do jornal “Público”, que “há um evidente dinamismo em certas zonas das duas principais cidades do País”, mas mostra-se preocupado com o esquecimento e a falta de “captação de investimento para os territórios de baixa densidade. Se estamos a atrair investimento estrangeiro para Portugal, a preocupação tem de ser a de encontrar formas de alargar territorialmente os efeitos desse investimento”, afirmou.
Até porque, diz Reis Campos, “o setor da construção e do imobiliário não se limita a dar um contributo decisivo para o crescimento económico, mas gera um conjunto de efeitos positivos ao nível do emprego e da coesão social e territorial”.

Banco de Portugal pede cautela

O Banco de Portugal (BdP) tem medo que “a conjuntura atual de maior crescimento económico” possa “propiciar uma menor restritividade nos critérios de concessão de crédito”, o que “poderá comprometer a sustentabilidade financeira das famílias, empresas e das próprias instituições de crédito”. O Relatório de Estabilidade Financeira do BdP do primeiro semestre de 2017 não identifica, para já, a existência de qualquer bolha imobiliária, mas Carlos Costa, governador da instituição, apesar de dizer que existindo “alguma evidência de que os preços não se situam acima do justificado”, teme que uma eventual correção para cima “levaria à perda de valor dos colaterais e dos imóveis na carteira dos bancos”.


 
 
 
 
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