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“Só faltam as bolas de Berlim”
 
16-06-2017 10:49:13
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“Só faltam as bolas de Berlim”, avança Sandra Carriço, uma das utilizadoras da primeira praia a nascer no grande lago de Alqueva, junto às instalações do centro náutico, em Monsaraz. Inaugurada no início do mês, a nova praia tem feito sucesso junto das populações da região mas não só, obrigando a Câmara de Reguengos de Monsaraz a triplicar a capacidade de estacionamento daquela estrutura em apenas uma semana. O “Diário do Alentejo” foi conhecer a novíssima praia. Ficámos a saber que as condições não faltam e que os utilizadores estão satisfeitos com o que encontram e apesar de Sandra Carriço sentir a falta das bolas de Berlim, numa das estruturas de apoio lá estão elas, com creme e tudo.

Texto Natacha Lemos Foto José Ferrolho

Já com a bandeira azul hasteada, com o galardão de praia acessível, e somando ainda a distinção de praia saudável, nasceu em Alqueva um pequeno oásis, com 120 metros de frente de praia, onde apenas notamos que estamos no Alentejo quando vemos no meio do areal várias azinheiras e ao longe um rebanho de ovelhas pastando com a maior das calmas.
Emanuel Mendes é um dos elementos da equipa de três nadadores salvadores afetos a esta praia. Ex-nadador e professor de Educação Física durante o ano, aos 31 anos preenche o verão com uma paixão antiga: o meio aquático. Conta que, desde 2006, já passou por diferentes praias e piscinas, mas é a primeira vez que se ocupa de uma praia de montado.
Sublinha a importância deste espaço para as pessoas do interior, que não têm o mesmo tipo de acesso à costa, “devido à distância a que se encontram”. No que toca a afluência, o nadador salvador diz que “de dia para dia está a aumentar e durante o fim de semana há cada vez mais pessoas”.
Na cidade todos ouviram falar da nova praia, mas poucos a foram já conhecer. Sentados no largo em frente ao edifício da câmara, encontramos alguns populares que, ao aperceberem-se que falamos da praia, usam o argumento para trocar um dedo de conversa com os parceiros de ocasião. “Dizem maravilhas e com este calor é o que apetece”, comenta um homem. “Ainda não fui lá, mas no fim de semana quero ver se vou”. “Também só tem uma semana”, responde-lhe o amigo, acrescentando que “parece que já lá esteve muita gente de fora”.
Marta Prates vive em Reguengos de Monsaraz há 20 anos e, apesar de ainda não ter experimentado a areia, conhece o espaço. “Parece-me uma estrutura muito boa e que, essencialmente, vem ajudar bastante na área do turismo. Todos estão expectantes, sobretudo os empresários hoteleiros, que esperem que se prolonguem as estadias”.

Aumento do estacionamento “Este é o ano zero da praia fluvial de Monsaraz. É o ano em que vamos aprender muita coisa”, comenta José Calixto, presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, salientando que “não temos propriamente experiência na gestão de uma estrutura deste género”. E já estão a aprender: uma semana depois de a praia ter sido inaugurada, com a presença da secretária de Estado do Turismo Ana Godinho, a autarquia teve de proceder a obras de ampliação do parque de estacionamento, acrescentando, aos cerca de 120 lugares, mais 300. Esta intervenção ficou a dever-se ao facto de no primeiro fim de semana depois da inauguração a praia de Monsaraz ter tido uma afluência fora do normal, tendo causado o caos no estacionamento.
Para já, esta estrutura é única em quase 1 200 quilómetros de margens no grande lago, mas, na opinião deste autarca, esta será apenas a primeira de várias e vai servir de “impulsionadora”. “É uma infraestrutura que serve as pessoas de região, mas que também cria valor, cria rendimento disponível na região, cria valor acrescentado porque capta turistas e aumenta a estadia média desses turistas. E isso foi verificado desde logo nos primeiros dias de funcionamento da praia fluvial”, comenta José Calixto.
Um dos grandes objetivos é precisamente esse, ou seja, valorizar o turismo de interior, que “não é só sol e praia, mas que se apoia na praia para valorizar o turismo cultural, as artes e ofícios, o artesanato, a biodiversidade, o megalitismo, os vinhos, o enoturismo e a gastronomia”, por exemplo.

Aspiração antiga
O investimento nesta praia, feito com financiamento a 90 por cento pelo programa Valorizar (do Turismo de Portugal), foi feito com a intenção de criar no local uma praia de qualidade, acessível a todos. Iniciou-se há um ano, com o processo de certificação das águas e com um projeto que acabaria por ter um investimento de cerca de 350 mil euros, dos quais 150 mil euros em obras e cerca de 200 mil em equipamentos de apoio. Mas já antes disso, há oito anos, refere o autarca, foi definido um plano de intervenção em espaço rural, que já tinha a zona de praia incluída. Trata-se de um projeto antigo, almejado pela população durante anos, mas que acabou por ser “uma obra muito rápida. E iniciou-se rapidamente, assim que tivemos a validação do Turismo de Portugal (…) Foi uma excelente aposta no desenvolvimento do turismo de interior”, salienta.
Para além desta candidatura que esteve na base da abertura deste oásis ao público, a Câmara de Reguengos de Monsaraz acabou por candidatar ao mesmo programa o percurso pedestre Biografia da Paisagem, que “nos vai permitir infraestruturar cerca de 220 quilómetros de percursos de natureza, que ligam também com a praia, mas que valorizam todo o território”.
O turismo ligado ao grande lago passa também por outras estruturas, nomeadamente pelo parque de merendas de Campinho, para o qual a autarquia tem prevista a realização de vários eventos ligados à pesca desportiva, e pelo projeto do ancoradouro de Monsaraz, localizado perto do centro náutico, definido já como “zona lúdico-turística”.

A moda do astroturismo


O astroturismo está na moda e Monsaraz e Alqueva têm sido das experiências que mais têm dado que falar. Aliado a um investimento privado, com o OLA (Observatório do Lago Alqueva) instalado nas imediações da nova praia, população, economia local e câmara têm vindo a colher frutos deste observatório que explora a via láctea da região. É aqui que se instalou a primeira reserva Dark Sky portuguesa, “um projeto estruturante de desenvolvimento sustentável que visa a implementação da Agenda para a Sustentabilidade e Competitividade do Turismo Europeu nos concelhos de Alandroal, Barrancos, Moura, Mourão, Portel e Reguengos de Monsaraz. Pretende-se criar um destino onde o motivo de atratividade seja a fruição de um céu estrelado livre de poluição luminosa que permita oferecer ao turista atividades noturnas”. Com o tema “Living in space”, Reguengos de Monsaraz receberá em julho um astronauta. Falamos de Daniel Tani, astronauta da NASA, que esteve quatro meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) e que vai estar no próximo dia 6 de julho em Reguengos a partilhar a sua experiência de 132 dias no espaço (divididos em duas missões), numa organização da Dark Sky Alqueva, em parceria com a Embaixada dos EUA e a Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz.
 
 
 
 
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