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AeroNeo inicia obras no aeroporto até final de maio
 
21-04-2017 9:39:33
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A AeroNeo pretende iniciar as obras de construção da sua unidade de manutenção de aeronaves no terminal civil de Beja até ao final de maio, segundo revelou ao “Diário do Alentejo” o presidente desta operadora aeronáutica. O projeto para a construção de um hangar de 16 mil metros quadrados já está “concluído e licenciado e a abertura do estaleiro é iminente”, assegura Dominique Verhaegen. Esta empresa aguarda ainda a assinatura de um acordo com a Força Aérea Portuguesa para a reabilitação de instalações militares da BA 11, tendo em vista a implantação da unidade de desmantelamento de aviões que o Conselho de Ministros, na sua sessão de 13 de abril, considerou de “interesse público”. O investimento total da AeroNeo em Beja ronda os 22 milhões de euros e a empresa pretende empregar perto de uma centena de trabalhadores nos próximos cinco anos.

Texto Paulo Barriga Foto José Ferrolho

De salientar que a AeroNeo assinou com a entidade gestora do aeroporto de Beja, a ANA/vinci, em junho de 2015, uma licença de ocupação e de exploração dos equipamentos que agora vão ser construídos no perímetro do terminal civil. De acordo com Dominique Verhaegen, “estas instalações serão dedicadas principalmente a atividades de manutenção”, onde se incluem revisões periódicas a aeronaves, adaptações e reconversões de aviões de passageiros em carga e pintura. A companhia pretende também desenvolver nesta unidade ações de formação para técnicos aeromecânicos.
No entanto, prossegue Dominique Verhaegen, esta é apenas uma das duas vertentes das operações que a AeroNeo pretende desenvolver em Beja. A outra, refere, “destina-se essencialmente ao desmantelamento de aeronaves e à armazenagem e gestão de peças recondicionadas e recertificadas”, que têm como destino fundamental o mercado africano. Foi esta unidade que, ao fim de dois anos e meio, obteve por parte do Governo o “reconhecimento de interesse público”, tendo sido aprovada, na reunião do conselho de ministros do passado dia 13 de abril, uma resolução que “procede à desafetação do domínio público militar de terrenos da Base Aérea de Beja”.
A resolução do Conselho de Ministros n.º 55/2017, publicada em “Diário da República” a 19 de abril, reconhece “o excecional interesse público, de âmbito nacional, do desenvolvimento da atividade de desmantelamento de aeronaves, gestão de peças e componentes provenientes dessa atividade, a realizar pela AeroNeo – Indústria, Comércio e Serviços Aeronáuticos, Lda., no imóvel designado por ‘Fábrica’, composto por hangares e áreas anexas da BA11, com a área de 113 621 metros quadrados, em Beja, mediante a celebração de um contrato de arrendamento, por ajuste direto, para essa finalidade única”. Com esta iniciativa governamental, Dominique Verhaegen acredita estar “agora em condições de poder formalizar um acordo” com a Força Aérea Portuguesa e o Ministério da Defesa, “com o propósito da utilização de instalações ociosas localizadas na BA 11”.
É nestas antigas instalações militares que a AeroNeo pretende “estabelecer uma base operacional em Portugal para o grupo suíço Green Parts 95”, que desenvolve um conceito homónimo de “valorização de ativos aeronáuticos”. Dominique Verhaegen diz que se trata de “um processo de gestão vertical das várias fases atravessadas por aviões em fim de vida”. 
Esta operação passa pela identificação, avaliação e compra dos aviões em final de curso que ainda estejam a operar e pelo aproveitamento das horas de voo remanescentes para formação de pilotos ou inclusivamente para voos comerciais. Só depois, adianta o presidente da AeroNeo, se procederá “ao desmantelamento total e à gestão das peças aeronáuticas, assim como a gestão dos componentes metálicos, plásticos e outros”. Verhaegen refere ainda que a AeroNeo “poderá em breve desenvolver em Beja um conjunto de atividades de apoio às companhias proprietárias de aviões” nestas condições.
Questionado pelo “Diário do Alentejo”, o presidente da Aeroneo garantiu que o processo Green Parts 95 “é extremamente rigoroso e sofisticado” e que a fábrica de desmantelamento se “aparenta mais como uma clínica”. Dominique Verhaegen recusa a ideia de se estar a instalar uma sucata de aviões no aeroporto de Beja, uma vez que, refere, “qualquer componente ou resíduo terá o seu caminho organizado e o resultado é que não há, localmente, nem atividade muito pesada, nem armazenagem selvagem, com total respeito pelo meio ambiente”.

Setor aeronáutico do Alentejo Entretanto, na passada terça-feira, 18, no salão nobre da Câmara Municipal de Beja, foi assinado entre diferentes entidades públicas e privadas um protocolo de colaboração para o setor aeronáutico do Alentejo. A ideia é estabelecer um eixo de cooperação entre os três polos aeronáuticos existentes no território: Ponte de Sor, Évora e Beja. De acordo com o documento, os signatários deverão “estabelecer formas de cooperação entre si”, respeitando os “objetivos e identidade de cada um, acordando entre si promover iniciativas de desenvolvimento relacionadas com o setor aeronáutico na região Alentejo, de forma abrangente, inclusiva e geradora de valor acrescentado, alinhada com a especialização inteligente nacional e regional”.
No encerramento da cerimónia de assinatura do protocolo, o presidente da câmara bejense referiu que este documento “é fruto de um esforço conjunto e significativo dos vários parceiros interessados em deixar marca no processo de desenvolvimento da região”. João Rocha não deixou igualmente de “louvar” a resolução do Conselho de Ministros sobre o desbloqueamento do processo da AeroNeo. A autarquia de Beja, aliás, já tinha emitido uma nota de imprensa onde se “congratulava” com a decisão e onde publicitava o “envolvimento direto” do município com a empresa e o Governo.
Assinaram o protocolo do setor aeronáutico do Alentejo a Federação Portuguesa de Aeronáutica, Espaço e Defesa, a Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, o Centro de Excelência e Inovação para a Indústria Automóvel, o Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo, a Universidade de Évora, os municípios de Beja, Évora e Ponte de Sor, os núcleos empresarias de Beja, Évora e Portalegre e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.

 
 
 
 
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