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Eternamente
 
24-02-2017 9:29:18
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Luís Covas Lima Bancário

Perdoem-me os meus leitores e os leitores dos outros colaboradores mas, desta vez, vou aproveitar este espaço que tanto respeito para render homenagem a uma mulher de quem me orgulho cada vez mais. Quero que ela me leia em vida (porque, regra geral, as homenagens são, quase sempre, póstumas), quero que ela saiba quanto a admiro e pode ser que, de permeio, todos nos lembremos de que a mulher de quem falo existe também na vida de todos nós.
Esta mulher que agora quero homenagear nasceu em Moura, filha mais velha de um engenheiro civil do Porto (por sinal, meu padrinho de casamento) e de uma singular dona de casa dessa notável vila, terra de Salúquia entretanto elevada a cidade. Passou por aí a sua infância e adolescência mas quis o destino que fosse viver para Beja, cidade onde sempre viveu, onde se sente bem e de onde ninguém a conseguirá tirar. Formou-se em enfermagem, já em fase adulta e mãe de quatro filhos, com um esforço titânico e uma vontade incansável. Esposa de um enorme, intenso e exigente homem, convence-me hoje que por trás de um grande homem há sempre uma mulher maior que ele! 
Criou e educou os seus filhos sempre com um carinho nos olhos, uma bondade contagiante e um amor imenso, capaz, no entanto, de os chamar à razão quando assim era preciso. Não esqueço o seu peito, as mãos que enternecem, o calor de um ninho e o acolhimento que sempre dispensou. A mulher, a melhor amiga, preenche um espaço que a toda a hora apetece invadir. Porque é são, porque ela é solidária e companheira, porque dá alento quando mais se precisa, porque tem paciência e tolerância para nos guiar, desde crianças, num caminho nem sempre fácil, faça lua ou faça sol.
Hoje, quando olho para ela, revejo o mesmo carinho no seu olhar dócil, a mesma bondade, o mesmo amor, o mesmo orgulho na sua família que se tornou agora maior, albergando nos braços os seus netos, a mesma vontade de nos agradar e a mesma incapacidade de nos recusar o que quer que seja. A mesma… talvez não! Pois à medida que o tempo passa por ela e ela passa pelo tempo ao longo dos tempos, todas estas qualidades se vão agigantando, tornando-se maiores que ela e servindo-nos, por isso, de exemplo a guardar eternamente na nossa memória. De temporal que é, ela torna-se assim intemporal. 
A mulher de quem vos falo e que existe também na vida de todos vós é, claro, a minha mãe! Espero que, de permeio, todos sejamos capazes de render homenagem às nossas mães. Obrigado, mãe.


 
 
 
 
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