Texto José Saúde
Fotos Pinto Moreira
Não foi um "derby" de extremos. Jogou-se pausadamente, numa partida equilibrada, com o Castrense a averbar uma vitória suada frente a um Moura que nunca se entendeu, salvaguardando o empenho de Peixinho. Os locais terminaram reduzidos a nove unidades, ainda assim não baixaram os braços, jogaram nos instantes finais encostando o adversário ao seu extremo reduto e perderam duas excelentes ocasiões para igualarem.
O jogo iniciou-se com as equipas viradas para o ataque. No primeiro minuto Chiquinho levou perigo às redes de Marco e na resposta Tiago Lopes viu um golo anulado, pois estava em posição irregular. Aos 10 minutos Telmo Facaia, num remate a 30 metros, inaugurou o marcador com um golo de soberba execução. Os locais reagiram e Chiquinho (20), isolado, levou a bola a tirar tinta ao poste esquerdo da baliza. O empate adivinhava-se e Rodas, na ressaca de uma bola aliviada pela defesa, empatou. Um golo também bonito que mexia com a monotonia. Sobre o intervalo, Peixinho, sempre inconformado, levou o guardião Marco a efectuar a defesa da tarde.
No segundo tempo o Moura mostrou-se mais afoito, desinibido, todavia coube a Telmo Facaia levar o guarda-redes Telmo a mostrar-se. Minutos depois foi Rodas a colocar em evidência a experiência de Marco. A chuva e o vento prejudicaram a desenvoltura de um espectáculo já pobre, tanto mais que os locais jogavam reduzidos a 10 unidades, mesmo assim Chiquinho, de novo isolado, voltou a não acertar no alvo.
Aos 87 minutos Telmo Facaia é derrubado na área por Nelson Brito e do lance resultou a expulsão do defesa e o golo que Miguel Facaia converteu através da marcação de uma grande penalidade.
O árbitro João Pereira pareceu-nos mal no capítulo disciplinar e bem no campo técnico.
"O jogo foi equilibrado. O Moura acabou reduzido a nove unidades mas foi um digno vencido. Trabalhou bem, complicou-nos a vida e lutou até ao final. Na minha opinião, e tendo em conta a evolução do jogo, julgo que o Castrense foi um digno vencedor. Para o Castrense, este jogo com o Moura, um adversário directo, apresentava-se importante e os jogadores entenderam a mensagem. Estou satisfeito com a atitude da equipa. Temos condições para permanecer na III Divisão".
Francisco Graça, treinador do Castrense
Fase de descida
Moura e Castrense lutam pela permanência
A duas jornadas do final da 1.ª fase, Moura (9.º classificado, com 19 pontos) e Castrense (10.º, com 17) estão condenados a disputarem a Fase de Decida com mais quatro equipas (Lusitano de Évora, União de Montemor e Quarteirense já são certas). As seis primeiras colocadas lutam pelo acesso à II Divisão. Para esta 2.ª fase de 10 jornadas, que se joga entre 28 de Março e 30 de Maio, as equipas transitam com metade dos pontos (arredondados por excesso) somados na 1.ª fase. As três últimas descem aos distritais. Recorde-se que a próxima época é a derradeira em que a III Divisão se disputa nestes moldes, estando prevista a entrada em vigor do novo modelo na época de 2011/12.