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Jazz


Raoul Björkenheim (guitarra elétrica), Pauli Lyytinen
(saxofones e kalimba), Jori Huhtala (contrabaixo) e Markku Ounaskari (bateria).
Editora: Cuneiform Records
Ano: 2014






Raoul Björkenheim  “eCsTaSy


”A partir do momento em que o grande baterista finlandês Edward Vesala o introduziu a novos sistemas improvisacionais, Raoul Björkenheim tornou-se peça-chave nos seus grupos, tendo gravado o lendário “Lumi” (ECM, 1987) e com os Sound and Fury. No final dessa década, à frente dos Krakatau, o guitarrista, compositor e improvisador fino-americano iniciou um processo ascensional, vertido em múltiplas colaborações, como as que manteve com o ensemble Phantom City, do compositor Paul Schütze, o guitarrista nova ‑iorquino Nicky Skopelitis, a finlandesa UMO Jazz Orchestra, e, notavelmente, com o Scorch Trio (parceria nórdica com os noruegueses Ingebrigt Håker Flaten e Paal Nilssen-Love), entre outras. Os sete anos em que absorveu a influência colossal de Nova Iorque alargaram-‑lhe horizontes e catalisaram-lhe o som, multidimensional, desde os registos mais enérgicos às paisagens feéricas. Assente numa longeva amizade com o baterista Markku Ounaskari, o quarteto eCsTaSy, fundado em 2010, tem sido um dos mais importantes veículos para a criatividade musical de Björkenheim. Presença marcante ao longo da última vintena de anos na cena finlandesa, Ounaskari ganhou visibilidade com “Kuára: Psalms and Folk Songs” (ECM, 2010), inspirado na tradição musical do seu gelado país. A formação conta ainda com o talento de dois músicos de gerações mais recentes: o saxofonista Pauli Lyytinen (que lidera e colidera um conjunto diversificado de projetos, entre os quais Machinery, Equally Stupid e Laponia Improvisations Experiment) e o contrabaixista Jori Huhtala (que já colaborou com nomes sonantes como David Liebman e Tim Hagans, para além de tocar regularmente com alguns dos maiores improvisadores finlandeses, como Eero Koivistoinen, Verneri Pohjola e Jari Perkiömäki, e com os grupos Big Blue, Kvalda e Jussi Fredriksson Jazz Wars). Björkenheim conheceu Lyytinen e Huhtala no tempo em que foi professor na Academia Sibelius, em Helsínquia, tendo ficado impressionado com os respetivos talentos. Todo o material que escutamos no disco de estreia deste projeto foi composto por Björkenheim, exceto três peças creditadas a toda a formação. Tudo começa em registo vibrantemente panfletário com “El Pueblo Unido”, onde guitarra e saxofone, de braço dado e punho erguido, expõem o motivo base. Em “Sos”, Lyytinen, agora em saxofone soprano, paira em espiral sobre os espasmos graves da guitarra e uma secção rítmica hiperativa. De ambiência claustrofóbica, “Deeper” é marcada pelo pungente trabalho com arco de Huhtala e por percussões delicadas. “No Delay” exibe, de novo, guitarra e saxofone em vívido diálogo. O saxofonista desenha a linha melódica na mais abstrata “Through the Looking Glass” (outra peça a quatro) sobre as percussões esparsas de Ounaskari e um Björkenheim exemplar na construção textural. À intensa pulsação “funky” de “As Luck Would Have It”, segue-se – em sequência lógica – o improvavelmente robótico “Subterranean Samba”, com o saxofone soprano a insinuar-se. Em contraste, “Threshold” assume contornos mais frios e cerebrais. “The Sky Is Ruby”, a peça mais longa do disco, culmina-o em alta rotação, com uma ótima intervenção do líder, em torno da qual se ergue um explosivo solo de Lyytinen, em tenor. Um disco pleno de energia que não deixará ninguém indiferente.


Nota: O disco do Mário Franco Trio, “Our Door”, recenseado na edição n.º 1694, de 10 de outubro de 2014, do “Diário do Alentejo”, é uma edição da TOAP/OJM.

António Branco





 
 
 
 
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