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18 de Maio de 2012 - 23:33
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Beber

Um caso de sucesso português
"Mine" é cada vez
mais pedida..


A "mine" é cada vez mais consumida no País. Os alentejanos desde cedo que se habituaram ao formato de 20 centilitros e não há mesa de café da região que não tenha uma garrafa em cima.

Pedir uma "mine" é cada vez mais comum nas cidades, mas quando a garrafa de cerveja de 20 centilitros surgiu nos idos anos 70 do século XX o consumo fazia-se principalmente nas zonas rurais.

Atualmente, é o formato que mais cresce no mercado nacional, assegura João Esteves, diretor Marketing Cervejas da Unicer, indicando que desde que surgiu a mini abertura fácil da Super Bock vendeu cerca de 63 milhões de litros.

Pela Central de Cervejas, que produz a Sagres, os dados referem que o mercado vale cerca de 1.217.000 hectolitros (hl), ou seja 27 por cento do total de vendas de cerveja em Portugal.

"Há cerca de quatro anos atrás este segmento de mercado representava cerca 815.000 hl, o que significa que em volume e neste período esta referência aumentou a sua relevância, no mercado, em cerca de 49 por cento", explicou Nuno Pinto de Magalhães, diretor de Comunicação e de Relações Institucionais da Central de Cervejas.

Se a Super Bock chama a si uma mais valia de ter introduzido a abertura fácil na pequena garrafa, a Sagres reclama o pioneirismo na introdução do formato.

"A Super Bock mini com abertura fácil é a inovação no mercado nacional de cervejas que maior volume gerou nos últimos dois anos e desde que surgiu no mercado vendemos cerca de 63 milhões de litros", afirmou João Esteves, informando que a empresa já exporta com "grande sucesso" o formato para Angola desde dezembro.

A garrafa de 20 cl foi lançada em 1972, recorda, por seu lado, Nuno Pinto de Magalhães.

Se foi rápida a "grande aceitação" principalmente nas zonas rurais do País, como o Alentejo, a denominação "mine" foi imediata, adianta o responsável na Central de Cervejas.

O sucesso é explicado pelo preço e pela possibilidade de beber por uma garrafa o mesmo conteúdo de uma cerveja de pressão, cujo nome varia conforme a parte do país: imperial a Sul e fino a Norte.

A empresa que comercializa a Sagres apresenta-se como responsável pelo aumento de consumo graças à estratégia de tornar o produto num "ícone de moda e de cariz também urbano".

A empresa apostou num público urbano, entre os 18 aos 45 anos, e usou como ‘cara’ uma apresentadora de televisão.

"Podemos dizer que a cerveja mini é um caso de sucesso Português pois não é comum no resto do mundo", acrescentou.
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