As ruas estreitas do centro histórico de Mértola já se cobriram de caniços e panos coloridos para receber a sétima edição do Festival Islâmico, que arrancou ontem, quinta-feira, se prolongará até domingo, 19. No souk, o mercado ao ar livre que reproduz o ambiente das medinas de Marrocos, assentam arraiais por estes dias os artesãos e comerciantes vindos da bacia do Mediterrâneo, num total de 130 bancas e 80 participantes, oferecendo uma vasta e aromática panóplia de produtos: das especiarias aos tapetes, dos panos ao artesanato em pele, da gastronomia aos adornos. Mas paralelamente à azáfama do souk, centro nevrálgico e imagem de marca do evento, o festival distribui-se entre outros locais do centro histórico com várias propostas para intercalar entre uma ida às compras e as noites musicais, no cais do Guadiana e na praça Luís de Camões. Assim, a partir das 10 da manhã, em algum lugar da vila, estarão a decorrer ateliês, apresentações teatrais, conferências, oficinas de adufe, de dança, de cante alentejano, exposições, demonstrações de dança, apresentações de livros e também animação de rua.
No que toca à música, depois do arranque ontem com um concerto de guitarra guitarra portuguesa por Custódio Castelo, o programa de hoje, sexta-feira, promete duas oficinas de adufe, dinamizadas por Sebastião Antunes, músico responsável pelo espetáculo noturno, na praça Luís de Camões, intitulado “Entre a Beira e o Deserto”. Já o cais do Guadiana, o maior palco do festival, recebe na segunda noite os concertos de Encuentro Multaka e Dissidenten.
Amanhã, sábado, as oficinas são dedicadas ao cante alentejano, com Armando Torrão e, no Cineteatro Marques Duque, terão lugar (às 15 e às 18 e 30 horas) os concertos de música islâmica com Selam. No cais do Guadiana atuam Mad Sheer Khan, da Argélia, e Bombino, do Níger (Povo Tuaregue) e a noite continua com Melech Mechaya, na praça Luís de Camões. O encerramento, pelas 18 horas de domingo, será mais uma vez “um encontro de culturas”, com as participações do Grupo Coral Guadiana de Mértola, Boukdir, grupos Chocalheiros, de Vila Verde de Ficalho, Modas e Adufes, de Proença-à-Velha, e Lakmas.