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22 de Maio de 2013 - 16:56
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Volta ao globo em 36 concertos no Músicas do Mundo em Sines
Festival arranca hoje e prolonga-se até 28
 

Começa em Portugal e termina no México a segunda noite do Festival Músicas do Mundo (FMM), na sexta-feira, 20. Uma 14.ª edição que arrancou quinta-feira, no sítio do costume, o castelo de Sines, prometendo um total de 36 concertos até ao próximo dia 28. De território nacional para esta que continua a ser, segundo o presidente da câmara local, Manuel Coelho, a “grande festa da música e da confraternização cosmopolita”, chegam os Osso Vaidoso, dupla que junta Ana Deus (Três Tristes Tigres) e Alexandre Soares (GNR) num projeto em que ressalta a canção “como grande forma poética contemporânea”. Com eles, pelas 19 horas, dá-se hoje início a um serão para o qual também estão convidados o ensemble Al-Madar, formado no seio da New York Arabic Orchestra e dirigido pelo libanês Bassam Saba; a banda europeia de rock progressivo L’Enfance Rouge, que se une à voz do tunisino Lotfi Bouchnak, “um dos maiores cantores árabes vivos”; os finlandeses Frigg (na foto), que pisam um território algures “entre a folk nórdica, o bluegrass americano e a música celta”; e, para terminar, já depois das duas da madrugada, Clorofila, que integra o coletivo de DJ Nortec Collective, junta-se ao ensemble de metais Los Mezcaleros de la Sierra. Uma fusão entre a música de dança e os sons tradicionais do norte do México no encerramento da segunda noite de FMM.

No sábado, é mais uma vez a uma banda nacional, os Dead Combo, que cabem as honras de abertura do serão, numa atuação conjunta, pela primeira vez, com o americano Marc Ribot, tido como um dos melhores guitarristas do mundo. De seguida, passam pelo palco do castelo Oumou Sangaré (Mali) e Béla Fleck (EUA), num encontro entre “o maior banjoísta da atualidade” e uma cantora que “mudou a música africana e o papel que nela ocupam as mulheres”; o guitarrista Marc Ribot e o seu projeto Los Cubanos Postizos, assente num repertório latino-americano; o coletivo suíço Imperial Tiger Orchestra, aqui liderado pela voz convidada de Hamelmal Abate, “rainha da canção etíope”; e ainda os sul-africanos Shangaan Electro, responsável pela transformação digital desta música de dança tradicional (shangaan) a “mais de 180 batidas por minuto”.