É como o mote “Resistir é uma forma de existir”, numa homenagem à música de intervenção, que arranca na sexta-feira à noite, em Serpa, a 13.ª edição do Festival Noites na Nora. Uma programação a cargo da companhia Baal 17 que promete refrescar as noites quentes do verão alentejano com seis concertos e oito peças de teatro até ao próximo dia 21. A receita repete-se no diálogo entre as novas tendências da música nacional e os nomes históricos, de que Fernando Tordo é este ano o representante, depois de Carlos Mendes na edição de 2011.
Para a noite de abertura foram convidados os Contracorrente (na foto), um coletivo que assume como missão resgatar da memória as músicas e as vozes de resistência que marcaram a história do século XX, como o chileno Victor Jara, o argelino Idir ou o brasileiro Chico Buarque.
Do estúdio do “Cinco para a Meia Noite”, que divide com Nilton às sextas-feiras, Martim, o contrabaixista, dá um pulo até à Nora para animar a noite de amanhã, sábado. Traz David Pires (bateria) e António Quintino (baixo) por companhia e propõe-se apresentar “Em banho Maria”, o seu novo disco, agora “que deu em cantautor”, depois de ter tocado com B Fachada ou a com a dupla Homens da Luta. O fim de semana inaugural termina com a companhia anfitriã, no domingo, 8, a apresentar em casa a nova peça, “Muito ajuda quem não atrapalha”, que já correu a região no âmbito do projeto de cooperação transnacional “Rotas sem Barreiras”, promotor de um turismo ao alcance de todos, portadores de deficiência incluídos.
Seguem-se na próxima semana as peças “Mal-Empregados”, pela companhia D’Orfeu (dia 10), “Médico à força”, pelo Jangada Teatro (dia 11) e “Farsas per musica”, a cargo do Teatro das Beiras (dia 12).