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Prazeres


Por Évora, à mesa

Luís Godinho


Há mais de mil anos que se come açorda no Alentejo… pão migado, alhos e coentros. A receita consta da obra chamada Kitâb-al-tabîj, um livro de autor anónimo publicado no século X quando os árabes por aqui andavam. Será esta a referência mais antiga a um dos pratos que continua a ser dos mais apreciados a sul do Tejo. É também da herança árabe que vem o gosto pelo borrego. Antes, mesmo antes do domínio romano, já por aqui se comia carne de porco, morto em dia de festa.
Sendo a cozinha uma “arte de circunstâncias”, como bem a definiu Alfredo Saramago, é a partir da circunstância de existir abundância de certos alimentos e de o Homem os aprender a misturar, transmitindo esse saber de geração em geração, que nasce a gastronomia tradicional.
É por isso que, no caso do Alentejo, ao pão, ao azeite e às ervas aromáticas (onde pontificam a hortelã, os poejos e os orégãos…) se foram juntando as carnes de porco e de borrego, as peças de caça e assim se construiu uma maneira única de desfrutar os sabores da boa mesa.
De tudo isto, e muito mais, se faz a gastronomia na região. O que proponho nesta crónica é um roteiro por três restaurantes da cidade de Évora. Três entre muitos outros que poderia ter escolhido.


Botequim da Mouraria
Aqui não há mesas, apenas um balcão corrido com capacidade para servir uma dúzia de clientes. A alegria contagiante do proprietário, Domingos Canelas, faz da refeição um momento único. À variedade petisqueira (farinheira, cogumelos assados, lombinhos de porco preto e marmelo cozido para a sobremesa são apenas algumas propostas), soma-se uma carta de bons vinhos alentejanos. Foi na zona da Mouraria que permaneceram os mouros após a reconquista cristã da cidade.


Quarta-feira – Taberna Típica
Há uns bons 50 anos funcionava aqui a Taberna do Pincel. Os anos passaram, os proprietários também, mas a agora denominada Quarta-feira – Taberna Típica continua a fazer honras à boa gastronomia alentejana. De avental ao peito, José Dias trata da clientela de forma cativante e assegura que aqui só entram produtos regionais de qualidade comprovada. O Lacão à 4.ª feira, migas de couve-flor ou bacalhau à Brás são alguns pratos da ementa. O esparregado é imperdível. Para sobremesa peça uma mariquice, à confiança.


Dom Joaquim
Bastaram três anos para tornar o Dom Joaquim num dos restaurantes de referência da cidade. Aos pratos típicos, Joaquim de Almeida acrescenta sofisticação, transformando-os num duplo prazer para os sentidos. Entre as propostas incluem-se almofadas recheadas (de porco preto e caça), coelho à São Cristóvão ou ovos com espargos verdes. A sargalheta de perdiz tostada é um dos pratos menos conhecidos da gastronomia. Deixe-se ainda tentar pelo doce rico cigano, pontuado com amêndoas e pedaços de gila.


Comentários a este artigo, sugestões ou informações: luisgodinho@outlook.com

 
 
 
 
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