quinta-feira
17 de Agosto de 2017 - 02:53
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Maria Antónia Goes


Pratos que desapareceram

Maria Antónia Goes
Escritora e gastrónoma



Até aí ao fim dos anos 70, restaurante que se prezasse servia acepipes.
Uma entrada que durou décadas desapareceu e hoje não se vê tal coisa.
Os restaurantes tinham um carrinho próprio com vários andares e a variedade dependia da categoria da casa – os mais modestos propunham salada de feijão-frade com atum, salada de grão com bacalhau, ovos cozidos, sardinhas de conserva, salada de tomate, rissóis ou croquetes; os mais luxuosos tinham mais variedade e podiam servir camarões com maionese, saladas originais e, sempre, as conservas de peixe, ovos em geleia, batatas à alemã, rissóis de marisco, carapaus de escabeche e até mesmo salmão fumado que, dantes, era um luxo.
Nas casas particulares as donas de casa esmeravam-se a copiar os profissionais, com imenso trabalho, mas sempre recompensada pelos elogios dos convidados.
Nas festas não podia faltar o cup. Era uma espécie de refresco com frutas frescas, vinho branco (pouco), água de Vidago, açúcar e sumos de laranja e de limão. No fundo, um pouco parecido com a atual sangria branca, mas muito menos alcoólica.
E o mazagran? Era um refresco de café com gelo e uma rodela de limão. Aproveitavam-se os restos do café e fazia-se uma bebida refrescante, muito barata. Tal como a groselha – era um refresco feito com xarope de groselha e água gelada. Bebia-se em todos as pastelarias.
Nas ementas de quase todos os restaurantes, para além dos célebres acepipes, apareciam, invariavelmente, o consommé (caldo de carne clarificado e animando com um pouco de vinho do Porto ou de Jerez), a língua estufada (uma delícia!) e muitos outros pratos que foram esquecidos.
Nas festas de família, o arroz à valenciana não podia faltar e, nas mais sofisticadas, o cocktail de camarão (camarões cozidos, descascados, servidos em elegantes taças de pé sobre uma cama de alface em juliana e cobertos com maionese com ketchup). Depois eram os soufflés de queijo, de peixe ou de feijão verde e os bavarrois de chocolate, de morango ou de ananás. Os fondues também tiveram o seu tempo de glória – fondue de queijo, de carne ou de camarão, apresentavam-se à mesa num tacho especial, com calor por baixo, e garfos compridos para cada conviva mergulhar o pão, a carne cortada em bocadinhos ou os camarões. Eram jantares divertidos!


 
 
 
 
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