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Letras

Maria Teresa Horta
D. Quixote
12,90 euros
144 páginas




Ema



Foi a poesia que revelou o talento de Maria Teresa Horta. Depois, com Novas Cartas Portuguesas, em coautoria com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, notabilizou-a antes do fim da ditadura pela afirmação da sensibilidade feminina e pela coragem de afirmar uma voz forte – que lhes valeu um processo judicial “por ofensa à moral pública”. Entre as suas obras maiores, em 1984, Ema é distinguido com o Prémio Ficção Revista Mulheres 1985. Ema é nome de uma linhagem de mulheres reprimidas – libertadas através de um ato de vingança –, a cujo desejo calado Maria Teresa Horta restitui a voz, e de corpo(s) violentado(s), numa violência antiga, ordenada, que a escritora denuncia. Não é uma violência popular; a escritora quis denunciar a violência, transversal na sociedade, também de classe alta, sobre a mulher. É uma violência esmagadora, silenciosa, passada no interior da casa, “passada” de pai para filho; de mãe submissa – mãe ancestralmente quebrada – para filha. A violência é sobre o corpo, mas também sobre a alma e o coração. Retira a mulher das esferas do prazer e das ideias e culpabiliza-a mesmo na maternidade – a descendência perseguida, no masculino, através de um filho.
A escrita ficcional de Maria Teresa Horta é entretecida de poesia, de não ditos que são agora revelados, no feminino; do revelado que é – finalmente – dito de modo não convencional, nunca óbvio. A paixão atravessa Ema; o ódio é dilacerante, as declinações do desejo feminino são reveladas, poeticamente mas sem velaturas.
Ema, editado há mais de 30 anos pelas Edições Rolim, há muito se encontrava esgotado. Regresso às livrarias de uma das vozes femininas mais importantes da literatura portuguesa numa obra fundamental.


Maria do Carmo Piçarra


 
 
 
 
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