segunda-feira
20 de Novembro de 2017 - 05:48
Subscrever feed Add to Google Subscrever num leitor de feeds
 
Destaque
Luís Santana: Administrador da Cofina tem o Baixo Alentejo no coração
 
Destaque
Apesar da seca qualidade da água ainda não preocupa
 
AGENDA
Especialistas debatem viola campaniça, cante ao baldão e despique
semana
 
PCP questiona Governo sobre obras nas escolas de castro e Serpa++
 
Falta de médicos especialistas preocupa PSD++
 
Comoiprel com nova direção ++
 
Marinha faz levantamento hidrográfico no Guadiana++
 
Beja participa no 2.º Encontro Ibérico de Leitores de Saramago++
 
Nomeações no IPBeja++
 
Noite de Fados da Santa Casa da Misericórdia de Beja ++
 
Quarta Noite Colorida da Cercibeja++
 
Centenário da Revolução de Outubro em exposição++
 
Centro de apoio ao imigrante em Serpa ++
 
Câmara de castro aprova redução da Taxa de Participação do IRS++
 
Cortiçol tem novos órgãos sociais para o biénio 2017-2018 ++
 
 
 
 
 
Letras

Maria Teresa Horta
D. Quixote
12,90 euros
144 páginas




Ema



Foi a poesia que revelou o talento de Maria Teresa Horta. Depois, com Novas Cartas Portuguesas, em coautoria com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, notabilizou-a antes do fim da ditadura pela afirmação da sensibilidade feminina e pela coragem de afirmar uma voz forte – que lhes valeu um processo judicial “por ofensa à moral pública”. Entre as suas obras maiores, em 1984, Ema é distinguido com o Prémio Ficção Revista Mulheres 1985. Ema é nome de uma linhagem de mulheres reprimidas – libertadas através de um ato de vingança –, a cujo desejo calado Maria Teresa Horta restitui a voz, e de corpo(s) violentado(s), numa violência antiga, ordenada, que a escritora denuncia. Não é uma violência popular; a escritora quis denunciar a violência, transversal na sociedade, também de classe alta, sobre a mulher. É uma violência esmagadora, silenciosa, passada no interior da casa, “passada” de pai para filho; de mãe submissa – mãe ancestralmente quebrada – para filha. A violência é sobre o corpo, mas também sobre a alma e o coração. Retira a mulher das esferas do prazer e das ideias e culpabiliza-a mesmo na maternidade – a descendência perseguida, no masculino, através de um filho.
A escrita ficcional de Maria Teresa Horta é entretecida de poesia, de não ditos que são agora revelados, no feminino; do revelado que é – finalmente – dito de modo não convencional, nunca óbvio. A paixão atravessa Ema; o ódio é dilacerante, as declinações do desejo feminino são reveladas, poeticamente mas sem velaturas.
Ema, editado há mais de 30 anos pelas Edições Rolim, há muito se encontrava esgotado. Regresso às livrarias de uma das vozes femininas mais importantes da literatura portuguesa numa obra fundamental.


Maria do Carmo Piçarra


 
 
 
 
  • http://www.yakademia.com http://www.artblows.com http://www.sensepam.com/ http://www.footneuf.com/ http://www.bestsextv.com http://www.nyctrio.com/ http://www.sexboxvideo.com/ http://www.sibura.com