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“Linha Vermelha”

Prémio para a melhor longa-metragem portuguesa no IndieLisboa 2011, “Linha Vermelha”, de José Filipe Costa, é um filme sobre outro – “Torre Bela” (1975), de Thomas Harlan – e um filme sobre a natureza do cinema e da relação deste com a realidade. O filme de Harlan fixou, após o 25 de Abril de 1974, a ocupação pelos trabalhadores da herdade da Torre Bela, a 80 quilómetros de Lisboa, assim como a subsequente criação de uma cooperativa. Certo é que o filme de Harlan passou a ser emblemático da ocupação e filme e realidade passaram a confundir-se.
A abordagem de Costa é questionadora. Problematiza o filme de Harlan – o modo como a presença da câmara e a direção do filme contaminou momentos da ocupação em função da dramaturgia da obra filmada tal como, subjacente ao documentário de Costa, está a questão de como se faz história. Em perspetiva, a história não é tão ficcional quanto a que é disposta em cena em função de uma narrativa arrumada num guião? Harlan escolheu, para a sua obra, personagens principais na ocupação e elas comportaram-se como tal. “Linha Vermelha” volta a ouvi-las mas noutro registo. Procura ir além. Que sucedeu à Torre Bela, à sua cooperativa, aos que tiveram um sonho? Como vivem hoje? O que mudou nas suas vidas? 
Feito no âmbito de uma tese de doutoramento em cinema defendida, com êxito, em Inglaterra, “Linha Vermelha” questiona a memória individual e a coletiva bem como o modo como o cinema faz memória. A ocupação da Torre Bela ganhou uma nova perspetiva, disposta mas não fechada por Costa. Este “Linha Vermelha” abriu – como os camponeses na casa dos Bragança – as gavetas do filme de Harlan. Ficaram abertas a outros olhares, outras leituras. “Torre Bela” não mais poderá ser visto sem ser em diálogo.  A não perder.

Maria do Carmo Piçarra



 
 
 
 
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