terça-feira
25 de Julho de 2017 - 21:54
Subscrever feed Add to Google Subscrever num leitor de feeds
 
Destaque
As alterações climáticas provocadas pelas atividades humanas estão a matar a floresta de sobro e de azinho
 
Destaque
Saíram do País rural para África para defender a nação. No regresso não traziam só saudades. Com eles vinha “uma coisa” que só descobriram muitos anos depois: stresse pós-traumático
 
AGENDA
Museu da Ruralidade celebra seis anos
semana
 
Alqueva adota medidas contra a seca ++
 
ACT promove seminário em Beja ++
 
Festa de Santa Maria na Amareleja ++
 
Sines recebe ação contra prospeção e exploração de petróleo e gás++
 
Morreu Guilhermino Ramos ++
 
Um morto em despiste em Aljustrel++
 
Obras na praça da República em Beja ++
 
União de freguesias de Moura e Santo Amador oferece livros de fichas++
 
Intervenção Precoce na Infância em Moura++
 
EMAS promove ações para os centros de atividades de tempos livres ++
 
Feira anual de setembro, em Moura, realiza-se entre os dias 8 e 10 ++
 
Aldeia de São Domingos recuperada ++
 
 
 
 
 
Filmes


“Linha Vermelha”

Prémio para a melhor longa-metragem portuguesa no IndieLisboa 2011, “Linha Vermelha”, de José Filipe Costa, é um filme sobre outro – “Torre Bela” (1975), de Thomas Harlan – e um filme sobre a natureza do cinema e da relação deste com a realidade. O filme de Harlan fixou, após o 25 de Abril de 1974, a ocupação pelos trabalhadores da herdade da Torre Bela, a 80 quilómetros de Lisboa, assim como a subsequente criação de uma cooperativa. Certo é que o filme de Harlan passou a ser emblemático da ocupação e filme e realidade passaram a confundir-se.
A abordagem de Costa é questionadora. Problematiza o filme de Harlan – o modo como a presença da câmara e a direção do filme contaminou momentos da ocupação em função da dramaturgia da obra filmada tal como, subjacente ao documentário de Costa, está a questão de como se faz história. Em perspetiva, a história não é tão ficcional quanto a que é disposta em cena em função de uma narrativa arrumada num guião? Harlan escolheu, para a sua obra, personagens principais na ocupação e elas comportaram-se como tal. “Linha Vermelha” volta a ouvi-las mas noutro registo. Procura ir além. Que sucedeu à Torre Bela, à sua cooperativa, aos que tiveram um sonho? Como vivem hoje? O que mudou nas suas vidas? 
Feito no âmbito de uma tese de doutoramento em cinema defendida, com êxito, em Inglaterra, “Linha Vermelha” questiona a memória individual e a coletiva bem como o modo como o cinema faz memória. A ocupação da Torre Bela ganhou uma nova perspetiva, disposta mas não fechada por Costa. Este “Linha Vermelha” abriu – como os camponeses na casa dos Bragança – as gavetas do filme de Harlan. Ficaram abertas a outros olhares, outras leituras. “Torre Bela” não mais poderá ser visto sem ser em diálogo.  A não perder.

Maria do Carmo Piçarra



 
 
 
 
  • http://www.yakademia.com http://www.artblows.com http://www.sensepam.com/ http://www.footneuf.com/ http://www.bestsextv.com http://www.nyctrio.com/ http://www.sexboxvideo.com/ http://www.sibura.com